Indignados com o acidente que matou o jovem Sidnei Felippe da Silva Santos, de 14 anos, no bairro Nova Lima, moradores denunciaram as condições da Avenida Cândido Garcia Lima e a falta de segurança para quem precisa transitar pelo local.
De acordo com os moradores, a via não possui redutores de velocidade, como quebra-molas ou radares, nem faixas de pedestre, o que a torna um risco para quem precisa passar pelo local.
“Nessa avenida você precisa andar quilômetros para achar uma faixa de pedestre, isso se não tiver que atravessar no meio da pista mesmo. Não tem uma faixa de pedestres, não tem um quebra-molas e os motoristas ainda passam em alta velocidade.”
Segundo os moradores, a falta de redutores de velocidade e de fiscalização faz com que muitos motoristas utilizem a pista em velocidades superiores às permitidas ou seguras.
“Nova Lima está na hora de ter mais blitz, para tirar esses motoristas loucos das ruas e para tentar amenizar. Isso não deveria acontecer com frequência, principalmente em horário de escola, que tem criança para todos os lados.”
Os motoristas afirmam que a pista é muito movimentada e que a falta de consciência é dos condutores que circulam pelo bairro. “Passei esses dias e vi um acidente de moto, agora essa criança. É uma avenida muito perigosa.”
Relembre o caso
Câmeras de segurança de um estabelecimento comercial registraram o momento do atropelamento e morte de Sidnei Felippe da Silva Santos, de 14 anos, na Avenida Cândido Garcia Lima, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande, no início da tarde desta quinta-feira (11).
Nas imagens é possível ver o menor tentando atravessar a rua, junto com mais dois amigos. De forma repentina, ele é atingido por um carro Volkswagen Gol, que aparentemente era conduzido em alta velocidade. O adolescente chega a ser arremessado por cerca de 100 metros com o impacto da batida, e os amigos correm em sua direção após o impacto.
Detalhes apurados pela reportagem no local indicam que ele seguia para a Escola Estadual Lino Villacha. O veículo ficou completamente destruído com o acidente.
A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para falar sobre a falta de segurança na via, mas até o momento não teve retorno.

