O juiz Francisco Vieira de Andrade Neto concedeu liberdade provisória a Selmo Abrantes, irmão do prefeito de Bandeirantes Celso Abrantes, preso na quarta-feira.
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O juiz considerou a excepcionalidade da prisão cautelar, a despeito da gravidade do delito supostamente praticado. “Analisando o caso concreto, constato que não estão preenchidos os requisitos para a decretação da prisão preventiva. Cabe, à vista da necessidade de adequação da medida às circunstâncias do fato, praticado sem violência ou grave ameaça, e condições pessoais do custodiado, entendo ser cabível a concessão da liberdade provisória. Especialmente pelas razões apontadas pelo Ministério Público, entendo, de fato, suficientes as medidas cautelares diversas da prisão, como garantia da ordem pública”. decidiu.
Selmo deverá manter seu endereço atualizado nos autos e comparecer a todos os atos do processo, com comparecimento obrigatório em Juízo, mensalmente, entre o dia 01 e 10, para informar e justificar sua ocupação e comprovar seu endereço.- proibição de aproximação com o outro custodiado Paulo Cezar, devendo manter distância mínima de 300 metros, bem como abster-se de manter qualquer tipo de contato, seja por meio de telefone, mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros.
Selmo foi preso no endereço onde o prefeito reside, após a polícia receber informação que parte da carga de combustível estaria sendo desviada antes de chegar ao destino final.
Após a denúncia, a polícia passou a monitorar um caminhão e chegou até o imóvel na Rua Afonso Pena, onde o prefeito também reside.
O motorista recebeu voz de prisão por furto qualificado e Selmo Abrantes foi autuado por receptação.
Mensagens encontradas no celular do motorista preso em ação da Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro) implicam o prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes.
Segundo a polícia, as mensagens apontaram que o combustível irregular foi negociado pelo próprio prefeito, que é proprietário da oficina. Flagrado com o combustível, o motorista Paulo Cezar Soares confirmou o furto do combustível e deu acesso do telefone aos policias, que encontraram a conversa dele com o prefeito.
O motorista disse à polícia que descarregaria 600 litros de diesel, ao preço de quatro reais. Selmo Abrantes, irmão do prefeito, que foi preso por receptação, disse à polícia que era responsável pela manutenção da oficina e que já havia descarregado combustível outras duas ou três oportunidades no local.
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