terça-feira, junho 16, 2026
Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual

Francisco Jorge, desembargador no Paraná, entrega fazenda no MS a caloteiro

Date:

Share G1 Style

Desembargador ficou nacionalmente conhecido após OAB pedir seu afastamento em outro caso envolvendo compra de um quadriciclo

O desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), determinou que um empresário ficasse com nove fazendas avaliadas hoje em R$ 60 milhões que, segundo consta no processo, ele adquiriu, mas não quitou integralmente.

Embora atue na Justiça paranaense, os imóveis rurais estão localizados em outro Estado da Federação, Mato Grosso do Sul.

O desembargador ficou conhecido nacionalmente após se tornar alvo de um pedido de afastamento cautelar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apresentado pela OAB, por suposto descumprimento do dever de imparcialidade previsto no Código de Ética da Magistratura Nacional.

A situação se refere a outro processo e envolve a compra de um quadriciclo com dinheiro em espécie em Curitiba, por intermédio de um intermediário que teria repassado o bem ao filho do desembargador. A apuração foi arquivada pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques.

Na época, o desembargador negou a acusação e disse, em nota, não existir prova contra ele.

O conjunto de propriedades Fazenda do Aterrado, com mais de 2.100 hectares, ainda inclui áreas de terceiros não relacionados no processo, além de uma faixa demarcada como usufruto vitalício há mais de 20 anos. O compromisso de compra e venda foi firmado em 2012, por R$ 12 milhões, por um dos herdeiros do espólio, sem autorização judicial.

O caso está em análise no STJ, em ações sob relatoria das ministras Nancy Andrighi e Daniela Teixeira, que vão decidir se a Justiça do Paraná pode manter ordens possessórias sobre imóveis situados em Mato Grosso do Sul.

A ordem do desembargador pela reintegração forçada das terras ao empresário Antonio Primon se baseou em uma carta precatória que o próprio TJPR havia revogado em 2024 — por listar as nove matrículas do conjunto quando deveria mencionar apenas uma.

Dias após o ato, Francisco Jorge se declarou suspeito no processo, mas sua decisão permaneceu em vigor.

Competência do Paraná ou Mato Grosso do Sul?

O Ministério Público Federal já se manifestou a favor da competência do juízo de Rio Verde de Mato Grosso.

O subprocurador-geral da República Maurício Bracks destacou que tanto o artigo 47 do Código de Processo Civil (CPC) quanto a jurisprudência do STJ — em especial um recurso relatado pela própria ministra Nancy Andrighi — são “firmes no entendimento de que nenhum contrato, ou mesmo aditivo, é capaz de retificar uma matrícula imobiliária em outro Estado da Federação”.

A relatora do caso no STJ, ministra Nancy Andrighi, ao encerrar conflito de competência semelhante suscitado pelo próprio empresário Antonio Primon em dezembro de 2024, já havia sinalizado o entendimento de que a demanda deve ser julgada pelo foro da localização do imóvel.

“Verifica-se que a ação de reintegração de posse por ele indicada se funda em direito real sobre imóvel (usufruto), de modo que a competência para seu julgamento é, de fato, do foro da situação da coisa (art. 47 do CPC)”, escreveu

Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
73,835FansLike

Artigos relacionados

Zico aponta erros da Seleção e defende Endrick: “É decisivo”

A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 gerou muitas dúvidas nos torcedores. Zico, um dos...

Rio Verde é premiada nacionalmente por projeto inovador de gestão pública

Rio Verde de Mato Grosso conquistou um importante reconhecimento nacional ao ser premiada no Prêmio InovaCidade Iniciativas 2026,...

Homem pede indenização de R$ 80 mil por não conseguir apostar na Mega

Um morador de Juazeiro Do Norte (CE) acionou a Justiça e pediu uma indenização de R$ 80,1 mil...