Deputado federal Marcos Pollon (PL) desabafou sobre mais recente episódio de invasão de terras por indígenas, em Sidrolândia. Ele sugere que grupos terroristas utilizam índios para promover o terror contra fazendeiros e, desta vez, quase mataram um bebê queimado.
A um podcast, Pollon comentou sobre as invasões em fazendas de Sidrolândia, iniciadas na sexta-feira (12).
”São organizações terroristas financiadas por ONGs internacionais que cooptam indígenas para invadir propriedade rural”, detalhou o bolsonarista. O objetivo, na visão do federal, é “matar, roubar, estuprar e causar o terror”.
Ao citar o caso de Sidrolândia, Marcos comentou que as pessoas que trabalham ou vivem nas fazendas invadidas foram atacadas e casas incendiadas. Na reflexão, ele considera que uma invasão é crime e que o vivente tem o direito de se defender.
”Neste final de semana, atearam fogo em uma casa com um bebê dentro. A sorte é que conseguiram tirar a criança a tempo”, lamentou o direitista.
Ao entrevistador, o entrevistado disse que, quando houver invasões do tipo, ele pode ser acionado.
”Só não estive lá porque estava aqui (Espírito Santo)… e falo para todos: ‘Caso esteja presente, estarei na linha de frente”, disse o deputado. A ida dele ao “front” seria para mostrar que as pessoas têm o direito de se defender.
Em outro trecho da entrevista, ponderou que nenhuma morte é desejada, mas que, se houver, é porque o cidadão de bem está protegendo a própria vida.
Invasões
O caso mais grave teria acontecido na Fazenda São Sebastião da Serra, alvo da invasão por volta do meio-dia de sexta-feira (12). O capataz da propriedade relatou às autoridades que dois funcionários foram rendidos sob ameaça de arma de fogo. Segundo a denúncia, os trabalhadores acabaram algemados, sofreram ameaças de morte constantes e permaneceram sob o controle dos invasores até serem liberados perto das 18h.
Durante o período em que a área esteve dominada, a esposa e o filho pequeno de um dos funcionários teriam sido levados para uma propriedade vizinha, conhecida como Fazenda Lindóia. Informações obtidas pelo site Região News apontam que todas as residências da São Sebastião da Serra foram incendiadas e que máquinas agrícolas acabaram retiradas da área e levadas também para a fazenda vizinha.
A denúncia abrange outras duas áreas rurais, as fazendas Vassoura e Águas Claras. O responsável por uma delas e a proprietária do segundo terreno informaram à polícia que perderam completamente o contato com os funcionários que atuavam nas propriedades. Essa falta de comunicação impediu um balanço imediato sobre a integridade dos trabalhadores e os possíveis danos aos locais.
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