domingo, abril 26, 2026

ARTIGO: As negociações de Trump para finalizar a guerra da Rússia com a Ucrânia

Date:

Share post:

O Presidente norte-americano, Donald Trump,  se reuniu,  recentemente,.com Vladimir Putin, da Rússia, para negociar o fim da guerra na Ucrânia, mas eles saíram da reunião sem um acordo de cessar fogo.

Um encontro entre o presidente dos  Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrania,  Volodymyr  Zelensky,  acontecerá, na Casa Branca, na próxima segunda-feira (18), em Washington,  para a  a qual,   líderes europeus  também foram convidados, e irá  tratar dos próximos passos na tentativa de colocar um fim na guerra da Ucrânia.

Não acredito que o presidente Donald Trump agiu corretamente em relação à guerra de conquista de territórios ucranianos pela Rússia, pois a ausência do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na reunião com Putin, que tratou das negociações sobre a paz na guerra entre a Rússia, conquistadora, e a Ucrânia, que defende seus territórios, é um problema.

Ora, se o Canadá quisesse, por exemplo, invadir os Estados Unidos para ficar com uma parte do território, o presidente Trump não gostaria que uma parte do seu país fosse ocupada por um outro.

É evidente que a Europa tem razão, no sentido de que trata-se de uma guerra de conquista proibida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que o ditador Vladimir Putin busca ficar com o território da Ucrânia.

O próprio presidente Lula, que prestigia o ditador Putin e é seu amigo, deveria aconselhá-lo a devolver o território que estão tentando conquistar, não mantenham tropas matando ucranianos porque o que querem é aumentar o território, já o maior do mundo. Se a Venezuela quisesse invadir uma parte da Amazônia, qual seria a reação do presidente Lula se não mandar o Exército defender o nosso território?

Putin é um ditador que está matando ucranianos em uma guerra de conquista. Ele é semelhante a Josef Stalin e está, a essa altura, querendo celebrar a paz por intermédio do presidente Trump, que concordou em conversar com ele, sem a presença do presidente Zelenski. Claro que não iria dar certo.

Acreditei, quando vi a assinatura daquele acordo, com o qual jamais seria permitido aos países que pertencem à ONU realizar guerras de conquista. Neste sentido, a ONU, quando a Rússia começou a invadir a Ucrânia, fez um protesto veemente contra o ditador Putin. Porém, agora,  tentaram  negociar a paz sem a presença do presidente da Ucrânia, mesmo sendo este o país invadido.

Expresso meu inconformismo, porque penso que foi um mau exemplo: todos os presidentes que quiserem e tiverem força militar maior do que a dos países vizinhos poderão tomar a mesma posição: guerra de conquista.

Já estamos vendo a Venezuela se preparar para invadir a Guiana, dizendo que 3/4 do território guianense deve pertencer a ela. Se Trump concordasse com essa negociação com Putin, sem a presença de Zelensky, qual seria a autoridade moral para dizer à Venezuela que não deve invadir a Guiana?

Isso gera um panorama no qual a lei do mais forte que deverá predominar, ou seja, prevalece não a força do direito, mas o direito da força.

Seria revoltante, portanto, se, nas conversas de paz, não tivesse a presença do presidente de Zelensky, sendo que é o destino da Ucrânia que será decidido.

Tenho receio que o presidente Trump venha a concordar com o ditador Putin no sentido de a Ucrânia ceder parte do seu território, mais ou menos como Chamberlain (Primeiro-ministro do Reino Unido de maio de 1937 a maio de 1940) fez com Hitler, quando cedeu a Checoslováquia na certeza de que com isso impediria uma guerra mundial, mas não adiantou. Se a Rússia ficar com parte do território da Ucrânia, todos os países limítrofes correrão risco.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) vai ter que, cada vez mais, aumentar seus orçamentos militares para a proteção da Europa e a corrida armamentista, que é uma corrida contra a paz, vai crescer no mundo inteiro.

Que o bom senso prevaleça e, que, após a reunião com o presidente Zelensky, seja encontrado o melhor caminho para a paz!

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomer cio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanhe as notícias

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se no YouTube

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok
Barra Redes Sociais

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

73,500FansLike

Artigos relacionados

Homem é atingido na cabeça com pá após bater na esposa em Nova Andradina

Um homem de 35 anos foi atingido na cabeça com uma pá pela esposa, neste sábado (25), no...

Homem agride companheira e a ameaça de morte com barra de ferro em Campo Grande

Um homem de 41, identificado apenas pelas iniciais D.M.S, de 41 anos, foi preso em flagrante neste sábado...

Mulher vai visitar marido e sofre tentativa de execução na fronteira; homem segue foragido

Uma mulher de 41 anos foi baleada durante um ataque a tiros na noite deste sábado (25), na...

Homem em fúria agride família, ameaça criança e causa tumulto em delagacia de Nova Andradina

Um homem foi preso após agredir a companheira, os enteados e uma criança de apenas três anos na...