Giovanni Jafar se entregou à polícia nesta terça-feira, uma semana após a mãe Rossana Jafar, e seus irmãos, Olívia e Felipe Jafar, serem presos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) na Operação Gutemberg, que investiga escândalo na regulação da Saúde em Mato Grosso do Sul.
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Denúncia do Gaeco aponta a família como verdadeira proprietária da Editora Avante, usada para comercializar livros com prefeituras, em troca de vagas na saúde pública em Mato Grosso do Sul.
No entendimento dos investigadores, ainda que a empresa tenha como dona Rhayane Souza, era a Família Jafar a verdadeira proprietária. Segundo a investigação, os valores recebidos de entes públicos eram distribuídos entre os integrantes do esquema.
Análise do afastamento do sigilo bancário da empresa EDITORA AVANTE demonstra o recebimento de quase trinta milhões de reais de verbas públicas, em razão de contratação com diversos municípios para o fornecimento de livros paradidáticos.
No mesmo período, foram realizados saques e pagamentos de cheques em espécie em quase dez milhões reais, da mesma conta da empresa EDITORA AVANTE, destacando-se os saques nos valores de, R$ 2.180.000,00 (dois milhões cento e oitenta mil reais), realizado no dia 05/08/2024 “SAQUE DIN CARTAO AG”; e R$ 3.000.000,00 (três milhões), realizado no dia 02/09/2024 “SAQUE DIN CARTAO AG’’.
Dinheiro para família
Em 25 de outubro de 2022, data que a EDITORA AVANTE recebeu mais de setecentos mil reais da Prefeitura Municipal de Itapora/MS, em conversa registrada entre RHAYANE SOUZA FANAIA e ROSSANA JAFAR, a primeira informa sobre atualização de saldo do banco e envia comprovante de transferência bancaria no valor de R$ 61.752,74 para GIOVANNI PAROSCHI JAFAR.
Em 24 de outubro de 2022, a prefeitura municipal de Douradina/MS transfere para EDITORA AVANTE o valor de R$ 336.075,10 (trezentos e trinta e seis mil, setenta e cinco reais e dez centavos). No dia seguinte, RHAYANE informa que o saldo no Banco Sicredi atualizou e envia comprovante de transfer6ncia no valor de R$ 61.752,74 (sessenta e um mil, setecentos e cinquenta e dois reais e setenta e quatro centavos), para GIOVANNI PAROSCHI JAFAR
Proprietária diz que não recebeu salário
O Gaeco flagrou diálogo de Rhayane com a mãe, onde diz que receberam da Prefeitura de Bonito. Em outra conversa, envia mensagens questionando sobre valores que teria que repassar para Giovanni Jafar. Na ocasião, embora seja registrada como proprietária, diz que não recebeu salário.
“To no seu pé porque to sem nem um real kkkk… não recebi nem meu salário”, declara, apesar do pagamento feito para sua empresa EDITORA AVANTE no valor de mais de oitocentos mil naquele dia.
Em outro diálogo flagrado, ela afirma que recebe um percentual sobre o valor recebido, RS 8.189,59 (oito mil cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos), o que seria um porcento do valor recebido da Prefeitura de Bonito/MS
O post Operação Gutemberg: foragido se entrega ao Gaeco uma semana após prisão da mãe e irmãs apareceu primeiro em Investiga MS.

