“Com toda a franqueza, hoje em dia, eu não tenho relação com ela (Michelle). Ainda mais agora que eu estou proibido de falar com meu pai. Eu ia lá na casa dele de vez em quando”, disse o senador.
Ele afirmou não saber por que a ex-primeira-dama gravou o vídeo com críticas a ele e disse que “ninguém esperava” pela atitude. Flávio ainda disse estar disposto a dialogar e que “precisa de todo mundo”. Segundo o senador, sua carreira o deixou “acostumado a engolir sapo”.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (15) durante participação no Flow Podcast.
O pré-candidato à Presidência pelo PL voltou a criticar a restrição por 90 dias de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) imposta pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Ao comentar a decisão, Flávio citou como exemplo rapper Oruam e seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, traficante ligado ao Comando Vermelho e conhecido como Marcinho VP.
“Se o Oruam quiser visitar o Marcinho VP na cadeia, ele vai”, disse o senador.
A restrição foi determinada após Moraes entender que Flávio violou medidas anteriormente impostas a Bolsonaro, que proibiam o ex-presidente de usar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. O senador gravou um vídeo lendo uma carta escrita pelo pai em que esse pede união
Segundo Flávio, a carta lida em 11 de julho foi a quinta correspondência escrita divulgada pelo ex-presidente, o que não justificaria a proibição das visitas.
“Ele (Moraes) só estava querendo uma desculpa pra acabar de enterrar meu pai vivo. Não tem nenhuma lógica ele querer me dar essa punição de 90 dias a não ser a vontade de deixar ele (Bolsonaro) incomunicável com, além do seu próprio filho, com o pré-candidato à Presidência da República”, disse.
Flávio lembrou também que está constituído nos autos como advogado de defesa do pai. Ele diz atuar de fato como defensor. Segundo o senador, ele participa dos debates sobre estratégia processual e da redação de peças.
Sobre a troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro em que pede dinheiro para produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio repetiu o argumento de que trata-se de um empreendimento privado.
Em outro momento, ele negou que o tema do Banco Master seja um tabu na sua pré-campanha.
Questionado sobre as recentes decisões do ministrro do STF Flávio Dino, o senador afirmou se tratar de tentativas de interferência no processos eleitoral. Ele acusou Dino e Moraes de tentar atingir “a todo momento” parlamentares de direita.
Segundo o senador, Dino é “comunista” e está no Supremo “a serviço”. Ainda disse que o ministro mentiu na sabatina ao dizer que seria isento como membro do STF.
O impeachment de ministros do STF é, segundo Flávio, uma das principais pautas destas eleições. Ele arriscou o prognóstico de que o Senado, responsável pela votação nesses processos, deverá ter maioria favorável depois do pleito deste em que dois terços da Casa será renovada.
Entre as promessas feitas por Flávio durante a entrevista há a universalização do acesso à internet e o fim da reeleição. O pré-candidato afirmou também que vai manter o Bolsa Família e que a maioria dos ebenficários do programa trabalha. Segundo ele, o estado tem de “abraçar” aqueles que podem voltar à miséria.
A posição destoa de outro pré-candidato do mesmo campo político de Flávio, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem acumulado crítica ao programa ao longos dos últimos meses.

