Em recentes investigações, foi descoberto que a guarda da criança autista de 6 anos espancada nesta segunda-feira (20).
Segundo informações do portal Ponta Porã News, a menina foi levada da casa da família paterna, que mora em Ponta Porã, para passar oito dias com a mãe em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Conforme apurado, a menina passou oito meses e, nesse tempo, a guarda da criança foi entregue a um casal de pastores paraguaios.
A família paterna da criança entrou com o processo legal pela guarda da menina, mas o pedido foi negado, uma vez que eles não residem no Paraguai. A guarda foi passada para a esposa do homem que atualmente é o principal suspeito de ter cometido agressões contra a criança.
Relembre o caso
Um homem de 23 anos é o principal suspeito de ter agredido uma criança de 6 anos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O homem é o padrasto da criança e foi preso nesta segunda-feira (21) por determinação do Ministério Público do Paraguai.
Segundo informações, a menina brasileira mora com a avó paterna em Ponta Porã e havia sido levada para o país de fronteira pela mãe para passar o fim de semana. A criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ficou sob os cuidados do padrasto enquanto a mãe trabalhava.
A menina deu entrada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com diversos ferimentos, espalhados pelo corpo. A menina foi encaminhada pela mãe ao hospital com diversos hematomas e escoriações em várias partes do corpo, incluindo tórax, costas, pescoço, rosto, braço direito e região dos glúteos.
A menina foi encontrada pela mãe após o trabalho com diversos ferimentos dentro de casa, e o padrasto foi apontado pela vítima como o autor das lesões. A polícia foi chamada pela mãe, e no relatório policial também foram constatadas marcas de mordidas espalhadas pelo corpo da criança.
Algum tempo depois de a menina ser internada, o padrasto se apresentou voluntariamente à delegacia de polícia na companhia de um advogado e foi preso.

