segunda-feira, novembro 2, 2026

Mulher é morta a facadas pelo companheiro na frente de criança em Água Clara

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Ana Carolina Goes, de 45 anos, chegou a ser transferida para Três Lagoas, mas não resistiu aos ferimentos; suspeito foi preso em flagrante enquanto tentava fugir da cidade

Ana Carolina Goes, de 45 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro, Daniel Paz dos Santos, de 32 anos, na tarde de quinta-feira (30), em Água Clara, a 193 quilômetros de Campo Grande. O crime ocorreu na presença de uma criança, parente da vítima, que presenciou o ataque e saiu correndo para pedir ajuda.

Discussão terminou em feminicídio

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Civil foram acionadas após a informação de que uma mulher havia sido esfaqueada e estava em estado grave.

No local, os policiais constataram que Ana Carolina havia sido atingida por diversos golpes de faca após uma discussão com o companheiro.

Segundo o registro policial, a criança que presenciou a agressão procurou um adulto para pedir socorro, permitindo que a vítima recebesse os primeiros atendimentos.

Ana Carolina foi encaminhada inicialmente ao Hospital Municipal de Água Clara. Em razão da gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida em caráter de urgência para um hospital em Três Lagoas, onde morreu às 23h38 de quinta-feira.

Suspeito foi preso durante tentativa de fuga

Enquanto a vítima recebia atendimento médico, equipes da Polícia Civil iniciaram buscas para localizar o autor do crime.

Durante as diligências, os investigadores receberam a informação de que Daniel havia pedido ajuda ao gerente da empresa onde trabalhava para deixar a cidade.

Os policiais localizaram o veículo em que ele estava e realizaram a abordagem antes que conseguisse fugir.

Conforme o boletim de ocorrência, Daniel confessou informalmente aos policiais ter desferido as facadas contra a companheira. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Água Clara.

Caso é investigado como feminicídio

A Perícia Científica realizou os levantamentos no local do crime, enquanto a Polícia Civil segue apurando todas as circunstâncias do caso.

O inquérito foi registrado como feminicídio praticado na presença física de descendente ou ascendente da vítima, circunstância prevista na legislação brasileira como causa de aumento de pena, em razão do impacto da violência presenciada por familiares próximos.

A Polícia Civil dará continuidade às investigações para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

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