Imagens registradas na manhã desta segunda-feira (3) mostram o ex-deputado estadual Neno Razuk na sede da Polícia Federal em Corumbá após ser preso pela polícia na Bolívia. Ele estava foragido e constava em lista da Interpol após ter prisão decretada no dia 8 de julho.
Conforme apurado pela reportagem em Corumbá, o ex-parlamentar passará por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e depois aguarda transferência para Campo Grande.
A Justiça decretou a prisão do ex-deputado no dia 8 de julho de 2026 por envolvimento em organização criminosa.
A ordem judicial deu início à sentença definida pelo juiz da 4ª Vara Criminal em 15 de dezembro de 2025, dia em que Neno Razuk foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão por integrar um grupo criminoso com o objetivo de assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande.
Na decisão, deferida pelo juiz José Henrique Kaster, além dos anos de prisão, Neno foi sentenciado à perda do mandato eletivo e à interdição para exercício de cargo público pelo prazo de oito anos.
Desde a expedição do mandado, no entanto, o ex-parlamentar não foi localizado pelas autoridades.
Perda do mandato de Neno Razuk
Sua saída do cargo foi adiada pelos recursos garantidos por lei e a sua prisão, impedida pela imunidade parlamentar prevista na Constituição.
No entanto, no dia 21 de maio, a recontagem dos votos da eleição de 2022 mudou a configuração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems): Neno Razuk perdeu a cadeira para João César Mattogrosso e voltou a ser punível.
Além da condenação, Neno Razuk, o pai dele, Roberto Razuk, os irmãos Jorge e Rafael e outras 16 pessoas são réus do processo que nasceu com a 4ª fase da Operação Successione, que foi às ruas em novembro de 2025 e revelou o plano da família para tomar o monopólio do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

