A defesa do ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) divulgou uma nota afirmando que ele voltava da Bolívia, para se apresentar espontaneamente, quando foi preso.
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A defesa, representada pelo advogado Ricardo Pereira, alega que o ex-deputado ingressou na Bolívia no dia 1º de julho de 2026, em momento anterior à expedição do mandado de prisão, e somente tomou conhecimento da decretação de sua prisão por meio das notícias veiculadas pela imprensa.
Segundo a defesa, a ausência de apresentação imediata decorreu da existência de recursos ainda pendentes de julgamento perante a Justiça Eleitoral, o que poderia reverter a decisão que culminou na perda de seu mandato parlamentar, circunstância que levou à decretação da prisão.
Ainda segundo a defesa, após o julgamento desfavorável dos recursos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, bem como o indeferimento da medida liminar no habeas corpus impetrado por sua defesa, o ex-deputado decidiu cumprir espontaneamente a ordem judicial, manifestando formalmente, nos autos, sua intenção de se apresentar às autoridades competentes.
Ricardo Pereira informa que requereu ao Juízo competente a definição das condições para a apresentação voluntária, pedido que foi devidamente deferido.
“Entretanto, antes mesmo de seu retorno ao Brasil, diversos veículos de comunicação passaram a noticiar sua iminente entrega às autoridades. Antes de reingressar em território nacional, contudo, Roberto Razuk Filho foi abordado por autoridades estrangeiras, que procederam à sua entrega à Polícia Federal, impossibilitando que a apresentação voluntária ocorresse nos moldes previamente requeridos e autorizados pelo Poder Judiciário”, justificou.
O advogado diz ainda que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a inexistência dos requisitos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, especialmente diante da ausência de contemporaneidade dos fundamentos utilizados para sua decretação, “buscando o restabelecimento de sua liberdade, sem prejuízo da demonstração de sua inocência no curso do devido processo legal”.
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