A morte do policial militar e professor de jiu-jítsu Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, provocou forte comoção entre atletas, alunos e dirigentes do esporte em Mato Grosso. Em nota de pesar divulgada nesta quarta-feira (5), a Federação de Jiu-Jítsu Esportivo do Estado de Mato Grosso (FJJE-MT) afirmou que o professor teve papel decisivo no fortalecimento da modalidade no estado e classificou sua morte como uma “perda imensa” para toda a comunidade esportiva.
Renato foi assassinado a tiros na noite de terça-feira (4), enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social do 25º Batalhão da Polícia Militar, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O suspeito do crime foi preso em flagrante após ser imobilizado pelos próprios alunos da vítima.
Na nota, a Federação destaca que Renato era reconhecido não apenas pelo trabalho como professor, mas também pela dedicação ao desenvolvimento do jiu-jítsu mato-grossense.
“Professor disciplinado, respeitoso e sempre muito agradável, Renato Aragão contribuiu de forma significativa para o crescimento do jiu-jítsu esportivo em nosso estado”, afirmou a entidade.
Segundo a FJJE-MT, além de preparar atletas e conduzir um projeto social, Renato foi um dos organizadores da Equipe Mato Grosso nas disputas dos Campeonatos Brasileiros e Mundiais da modalidade, participando diretamente da estrutura que levou atletas do estado a importantes conquistas.
A Federação também ressaltou que o professor atuava na arbitragem e integrava a equipe de apoio da entidade, sendo uma figura presente em competições e eventos esportivos.
“Esteve sempre presente, ajudando e colaborando de maneira efetiva para as importantes conquistas e os títulos alcançados por nossa equipe ao longo desses anos”, diz outro trecho da nota.

Referência dentro e fora do tatame
A entidade destacou ainda que Renato era querido por atletas, professores e árbitros pelo relacionamento respeitoso e pela dedicação ao esporte.
“Com seu bom relacionamento com professores, atletas e árbitros, tornou-se uma pessoa muito querida por todos. Como integrante do quadro de arbitragem e da equipe de apoio da FJJE-MT, sua ausência representa uma perda imensa para nossa Federação e para toda a comunidade do jiu-jítsu esportivo de Mato Grosso.”
A nota foi assinada pelo presidente da Federação, Paulo César Venâncio, que também prestou solidariedade à família.
“Manifestamos nossos mais sinceros sentimentos à sua esposa, aos seus filhos, irmãos, familiares, alunos e amigos. Que Deus conforte o coração de todos.”

Crime
Renato Aragão foi morto enquanto ministrava aulas de jiu-jítsu para alunos de um projeto social desenvolvido pelo 25º Batalhão da Polícia Militar. Conforme a PM, um homem de 33 anos invadiu o local e efetuou diversos disparos contra o policial.
Mesmo ferido, Renato chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O suspeito foi contido pelos próprios alunos que acompanhavam a aula até a chegada da Polícia Militar e, em seguida, encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande.
A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio. Uma coletiva de imprensa foi marcada para a manhã desta quarta-feira (5), quando novos detalhes sobre o caso devem ser apresentados.

