Em apenas quatro décadas, Mato Grosso deixou de ser um estado quase inteiramente coberto por natureza para ver quase 40% de sua proteção desaparecer. Se em 1985 o verde ocupava 90% do território mato-grossense, em 2025 essa cobertura caiu para 61%, colocando o estado no topo do ranking das transformações mais intensas do Brasil. As perdas mais significativas foram na Amazônia e Cerrado.
As informações são do MapBiomas, divulgadas nesta quarta-feira (12). Em área absoluta, Amazônia e Cerrado registraram as maiores perdas acumuladas de vegetação nativa no período analisado. Veja abaixo os estados que mais perderam vegetação nativa, segundo o MapBiomas.
No Brasil, a cobertura de vegetação nativa caiu de 79% para 65% no período analisado. Os dados mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas, e a situação pode se agravar ainda mais neste ano devido à formação do fenômeno El Niño.
As consequências dessa degradação são visíveis também no Pantanal, bioma presente em Mato Grosso, que registrou em 2024 o ano mais seco de sua série histórica, sofrendo um encolhimento de 4 milhões de hectares de superfícies de água e uma redução alarmante de 84% em suas áreas de savana alagada.

De acordo com os dados do MapBiomas, essa substituição massiva de áreas naturais por usos antrópicos deixa o solo mais exposto e vulnerável, agravando os impactos de secas e enchentes, especialmente em anos de El Niño.

