Cuiabá registrou 23 casos confirmados de meningite em 2026, dos quais quatro evoluíram para morte. A taxa da doença na capital chegou a 3,32 casos por 100 mil habitantes, acima da média nacional, de 2,90 casos por 100 mil habitantes. Os dados constam em nota informativa divulgada nesta segunda-feira (17) pela Vigilância Epidemiológica e pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) de Cuiabá.
Apesar de a taxa municipal superar a média brasileira, a Vigilância Epidemiológica informa que Cuiabá permanece em situação considerada de normalidade, já que o indicador está dentro da faixa de 2 a 4 casos por 100 mil habitantes. Os dados foram atualizados até 14 de agosto.
Além dos casos confirmados, 18 notificações envolvendo moradores de Cuiabá foram descartadas após avaliação. Diante do cenário, a Vigilância reforçou a orientação para detecção precoce e notificação imediata de casos suspeitos.
Casos foram registrados ao longo do ano
O levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra registros de meningite em diferentes faixas etárias, desde bebês até idosos.
Entre os agentes identificados nos casos estão bactérias, vírus e fungos. Também há registros classificados como meningite não especificada e casos em que outra etiologia foi identificada.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por diferentes agentes, como bactérias, vírus, fungos, protozoários e parasitas.
Segundo a nota, a doença pode afetar o sistema nervoso central e, em casos graves, provocar surtos e mortes. Dependendo do agente causador, a transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa, principalmente por gotículas e secreções do nariz e da garganta. O documento também cita transmissão por via fecal-oral, com ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com secreções e fezes contaminadas.
Quais são os sintomas da meningite?
A Vigilância orienta que a população procure atendimento de saúde o mais rápido possível diante da identificação de sintomas. Entre os primeiros sinais apontados estão febre alta, dor de cabeça intensa, náusea, vômito em jato, falta de apetite e prostração.
Rigidez na nuca, sensibilidade à luz, irritabilidade – principalmente em bebês -, manchas vermelhas e dores musculares e articulares intensas são classificados como sinais de perigo.
Nos casos mais graves, podem ocorrer convulsões, respiração rápida, calafrios e manchas na pele que não desaparecem quando pressionadas.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou policlínica. A nota destaca que o diagnóstico precoce favorece o tratamento.
Vacinação é principal forma de prevenção

A vacinação é apontada pela Vigilância como a principal forma de prevenção das formas graves da meningite. Para a meningite meningocócica, crianças de 3 a 5 meses devem receber duas doses da vacina meningocócica C.
Aos 12 meses é indicado reforço, enquanto adolescentes e jovens de 11 a 14 anos têm indicação da vacina ACWY, que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y. Para as meningites não meningocócicas, a orientação é manter o calendário de vacinação atualizado em todas as idades.
Outras medidas recomendadas são manter os ambientes arejados, evitar aglomerações e contato com pessoas doentes e lavar as mãos frequentemente com água e sabão. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

