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Trump publica mapa que mostra Estreito de Ormuz como território dos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão em torno do Estreito de Ormuz ao publicar, nesta terça-feira (18), uma imagem que apresenta a estratégica rota marítima como um novo território norte-americano.

O mapa compartilhado na Truth Social destaca o estreito com um círculo e traz a inscrição “New US Territory”, ou “Novo Território dos EUA”, em tradução livre. Trump não acrescentou nenhum texto à publicação. A postagem ocorreu poucos dias depois de o republicano afirmar publicamente que pretendia declarar a área como território dos Estados Unidos.

[Legenda]© Truth Social  

Na sexta-feira (14), Trump já havia mencionado que faria a declaração “em breve”. Na segunda-feira (17), ao conversar com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, retomou o assunto e disse gostar da ideia de transformar o estreito em território norte-americano. Até agora, porém, não houve anúncio de qualquer medida formal que altere o status da região.

A nova manifestação acontece enquanto Estados Unidos e Irã mantêm versões diferentes sobre a situação de uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Trump afirma que o Estreito de Ormuz está aberto e seguro para a navegação. Teerã, em contrapartida, sustenta que a passagem continua fechada e condiciona sua reabertura ao cumprimento de compromissos assumidos por Washington.

Irã cobra cumprimento de acordo firmado em junho

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Irã não pretende restabelecer plenamente a circulação pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos não cumprirem as condições estabelecidas no acordo provisório assinado em 17 de junho.

Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o fim do bloqueio naval aos portos iranianos, a retirada das sanções que atingem as exportações de petróleo do país, a liberação de ativos do Irã congelados no exterior e a interrupção de ameaças e operações militares norte-americanas.

O memorando assinado em junho previa uma suspensão das operações militares e estabelecia compromissos para os dois lados. Pelo documento enviado pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos, Washington deveria retirar o bloqueio naval aos portos iranianos em até 30 dias, enquanto o Irã permitiria a livre passagem comercial por Ormuz durante um período de 60 dias. O prazo também deveria ser utilizado para negociar um acordo mais amplo.

O entendimento, no entanto, não avançou como previsto. Trump declarou o acordo encerrado em 7 de julho, e o governo iraniano anunciou posteriormente sua suspensão. O período de 60 dias estabelecido inicialmente terminou nesta semana sem a conclusão de um novo pacto entre os países.

Tráfego continua muito abaixo do normal em Ormuz

Apesar das declarações de Trump de que o estreito está aberto, dados de navegação mostram que o movimento de embarcações continua limitado. Nesta terça-feira, apenas seis navios de transporte de commodities atravessaram a passagem, ante nove na segunda-feira. A média recente era de 11 embarcações por dia.

O impacto também aparece no transporte de energia. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, a EIA, o volume de petróleo bruto e outros derivados que atravessou Ormuz caiu de uma média de 21,6 milhões de barris por dia no quarto trimestre de 2025 para 4,9 milhões no segundo trimestre deste ano.

A incerteza sobre a passagem marítima continua afetando o mercado internacional. Nesta quarta-feira (19), o petróleo Brent alcançou o maior nível em três semanas, enquanto empresas de navegação seguem evitando a região por causa dos riscos de segurança.

Por que o Estreito de Ormuz é estratégico?

Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e constitui uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do planeta. Antes das atuais interrupções, cerca de um quinto dos fluxos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito passava pela região.

A Organização Marítima Internacional (IMO) afirma que estreitos usados para navegação internacional não podem ser fechados pelos países que fazem fronteira com essas águas. A entidade também defende o princípio da liberdade de navegação previsto no direito marítimo internacional.

O esquema de separação de tráfego existente em Ormuz foi proposto por Irã e Omã e adotado pela IMO em 1968. O sistema estabelece as faixas utilizadas pelas embarcações que cruzam a região e é coordenado pelos dois países.

Venezuela fecha acordo com empresa dos EUA para explorar petróleo

Governo venezuelano assinou contrato com a Hunt Oil para desenvolver dois campos de petróleo e gás no leste do país. Caracas também anunciou uma parceria com a SLB para estudos de reservatórios e busca ampliar a entrada de investimentos estrangeiros no setor energético.

| 03:10 – 19/08/2026

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