O corpo de Fabiano Oliveira Borges, suspeito pelo feminicídio de Ana Cristina Pacheco Matos, foi encontrado nesta terça-feira (18) na cidade de Nobres (MT). Ele era procurado como principal suspeito pela morte da namorada, morta com um tiro na nuca, no sábado (15), no bairro Alvorada, em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, o corpo de um homem foi encontrado já em estado de decomposição, às margens do Rio Cuiabá, na zona rural do município. A identificação do cadáver como sendo de Fabiano foi confirmada à reportagem pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) nesta quarta-feira (19).
Conforme informações da Polícia Civil, vizinhos relataram que ouviram o casal discutindo na sexta-feira (14). Em seguida o homem deixou o local. Já no sábado (15), por volta das 5 horas da manhã, os vizinhos ouviram um som de tiro.
Testemunhas ainda relataram que após o som de disparo de arma de fogo viram Fabiano deixando o local de motocicleta e com uma mala.
O ex-marido da vítima foi avisado e se deslocou até a residência. Lá, encontrou o portão da casa trancado. Ele arrombou o local e achou o filho dele com a ex, de apenas 3 anos de idade, sozinho e o corpo da mulher caído com sangramento na cabeça. O menor teria presenciado o assassinato da mãe.
Ana Cristina e o novo companheiro estavam juntos há apenas duas semanas. Contudo, existem informações de que eles estavam em conflito e ela buscaria reatar a relação como ex-marido.

Já nesta segunda-feira (17) um policial militar passou a ser investigado após manter uma ligação de cerca de oito minutos com Fabiano. Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o contato ocorreu minutos depois do militar tomar conhecimento do crime e da identidade do suspeito.
Durante as primeiras diligências, ainda no sábado, investigadores foram até uma loja onde Fabiano trabalhava e que também era utilizada por ele como residência. No estabelecimento, os investigadores encontraram um computador ligado e com o WhatsApp Web aberto. Foi nesse momento que perceberam uma conversa com um subtenente da Polícia Militar.
O conteúdo da ligação ainda é desconhecido. No entanto, segundo o delegado, o policial não comunicou naquele momento o contato aos superiores, apesar de equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil estarem mobilizadas nas buscas pelo suspeito.
Bruno ressaltou que a suspeita é direcionada especificamente à conduta do subtenente e não à atuação da corporação. “É uma coisa pontual desse policial. Nada a ver com o batalhão. Eu estava presente e vi a Polícia Militar toda empenhada junto com a gente”, afirmou.

