A prisão preventiva de Eduardo Razuk e Rafael Razuk foi mantida após a audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (20), no Fórum de Campo Grande.
Segundo a defesa dos irmãos, o juiz da audiência entendeu que não caberia a ele analisar os pedidos de liberdade apresentados pelas defesas. A prisão dos irmãos foi decretada antes da decisão e os eventuais pedidos de revogação da pena vão ser analisados.
Eduardo Razuk vai para audiência de custódia em MS
A defesa de Eduardo Razuk informou que pretende apresentar um habeas corpus ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Defesa de Eduardo Razuk contesta investigação
O advogado de Eduardo, Thiago Bunning, afirmou que teve acesso à investigação apenas no fim da quarta-feira (19) e que após analisar os documentos, discorda dos argumentos utilizados para sustentar as prisões.

Segundo ele, os sorteios realizados pelo influenciador possuem registro e autorização de uma loteria oficial da Paraíba. A defesa também afirma que os sorteios foram auditados e que os valores recebidos por Eduardo e pela empresa ligada a ele são declarados.
“Todos os sorteios são autorizados por uma loteria oficial, estão registrados esses sorteios, foram auditados”, afirmou.
Do luxo à prisão: como rifas de carros e R$ 100 milhões movimentados colocaram Eduardo Razuk na mira da polícia
A defesa do influenciador também contestou a acusação de lavagem de dinheiro. Segundo o advogado, os veículos apreendidos estão registrados no nome do Eduardo, possuem documentação e nota fiscal e os tributos relacionados aos bens foram pagos.

“Não há nenhum crime antecedente e também não há lavagem de dinheiro, porque os bens são todos registrados no nome dele, com tributos pagos e com toda a documentação.”
Advogados vão recorrer a prisão
A defesa de Rafael também vai recorrer. Segundo o advogado João Paulo Calves, o habeas corpus vai questionar os fundamentos da prisão e a existência dos elementos centrais dos crimes investigados.
“A gente entende que não tem os requisitos da prisão, especialmente a periculosidade deles que não coloca em risco a sociedade e especialmente em razão da ausência dos elementos centrais da existência de crime”, afirmou.
Os advogados também argumentam que os irmãos possuem bons antecedentes e que antes da prisão não haviam sido chamados para prestar esclarecimentos sobre os sorteios.
Segundo a defesa, a investigação considera que o influenciador e o irmão não teriam autorização para fazer as promoções e os advogados sustentam que eles atuam na divulgação de sorteios autorizados por uma loteria oficial.

