A decisão foi tomada “segundo os princípios de prudência, confiabilidade e ausência de riscos”, informou, na noite de domingo, o órgão responsável pelo programa espacial chinês, em um breve comunicado.
Segundo a entidade, a missão Chang’e-7 “não reúne as condições para o lançamento” e não poderá ser realizada dentro da janela prevista para este ano.
As autoridades não especificaram as causas concretas do adiamento nem anunciaram, até o momento, uma nova data para o lançamento.
Órgãos especializados haviam indicado o lançamento da missão para as 8h de hoje (1h em Lisboa).
Em 19 de agosto, a sonda Chang’e-7 e o foguete Longa Marcha-5 Y14 foram transportados para a plataforma de lançamento do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no sul da China, após a conclusão dos trabalhos de montagem e dos testes.
Na ocasião, a agência oficial de notícias chinesa Xinhua informou que, antes do lançamento, seriam realizadas verificações funcionais, testes conjuntos e o abastecimento de combustível, acrescentando que a decolagem estava prevista para os “próximos dias”, sem informar uma data oficial.
A Chang’e-7 tem como objetivo explorar o polo sul da Lua, uma região que vem despertando crescente interesse científico devido à possível presença de gelo de água em crateras permanentemente cobertas por sombra.
A missão é composta por um módulo orbital, um módulo de pouso, um veículo de exploração, um pequeno veículo capaz de se deslocar por meio de saltos e um satélite de retransmissão, com o objetivo de realizar operações em órbita, pouso e exploração da superfície lunar.
Entre os objetivos da missão estão o estudo do ambiente lunar, do regolito (a poeira que cobre o solo da Lua), dos componentes voláteis, da estrutura da superfície, da atividade sísmica, do campo magnético e das propriedades térmicas da região.
Os dados coletados pela Chang’e-7 deverão servir de base para a missão Chang’e-8, prevista para aproximadamente 2029 e destinada a testar tecnologias para uma futura estação internacional de pesquisa lunar.
Em 2019, a China conseguiu, com a Chang’e-4, realizar o primeiro pouso na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, por meio da Chang’e-6, as primeiras amostras coletadas naquela região, mantendo o objetivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.
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