segunda-feira, novembro 2, 2026

Ex-deputado posta vídeo após buscas da polícia no apartamento dele e nega irregularidades no Imafir-MT

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O ex-deputado estadual e ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Hugo Garcia (PSDB) confirmou que foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil durante a Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), para apurar movimentações financeiras irregulares cometidos contra a instituição.

Em manifestação por meio de vídeo publicado em rede social, o ex-presidente do Instituto disse que foi alvo de uma acusação “injusta e caluniosa” e que não praticou nenhum dos atos dos quais estaria sendo acusado

“Todos vocês devem saber que pelos noticiários que eu fui alvo de busca e apreensão por uma acusação injusta, mas o tempo vai mostrar isso. Meus advogados estão trabalhando para mostrar que isso foi uma acusação caluniosa, mas nada melhor do que o tempo”, declarou.

O ex-parlamentar afirmou ainda acreditar que as acusações fazem parte do período eleitoral e argumenta que não teria praticado atos irregulares dentro do Instituto que ajudou a administrar. “A política tá aí e a política faz parte, é assim mesmo. Só aguenta os fortes”, concluiu.

Confira vídeo do pronunciamento.

O Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT) não emitiu nota sobre a operação ou manifestação oficial.

Já o presidente do partido o qual Hugo Garcia é filiado, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), mencionou que o parlamentar é candidato a deputado estadual pela sigla. “Vou aguardar os desdobramentos, estou consultando a executiva e os pré-candidatos e quero ouvir o Hugo”, declarou.

Hugo Garcia (PSDB) é suplente de deputado estadual

Investigação mira movimentações financeiras irregulares em Instituto

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, são apurados crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos pelo ex-presidente e pelo ex-diretor do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT).

Transações financeiras irregulares ultrapassam R$ 1 milhão. Uma transferência, no valor de quase R$ 774 mil, foi realizada para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao diretor executivo do instituto à época. Outra transferência, de R$ 270 mil, foi destinada a um escritório de advocacia.

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Foram cumpridos, em Cuiabá, dois mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e suspensão dos acessos bancários dos investigados às contas do IMAFIR-MT, que configura como vítima e colabora com as investigações.

Documentos, computadores, aparelhos celulares e registros contábeis foram apreendidos nesta terça-feira (25) para dar continuidade às investigações. Todo o material apreendido será analisado e periciado.

Além disso uma arma de fogo e munições foram apreendidas e também relógios de marca de luxo.

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O inquérito apura fatos relacionados à administração do IMAFIR-MT, na realização de atos de gestão e movimentações financeiras.

Conforme a Polícia Civil, há suspeita de que um ex-dirigente do IMAFIR-MT tenha realizado movimentações financeiras irregulares, apesar de acordo homologado e decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome da entidade.

Os indícios apontam para alterações estatutárias, disputa interna pela administração, celebração de acordo homologado judicialmente, posterior determinação judicial limitando a prática de atos de gestão e realização de expressivas movimentações patrimoniais em favor de pessoas físicas e jurídicas diretamente relacionadas à administração então exercida.

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Contas bancárias foram bloqueadas

As ordens foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, com base nas diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

O Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias, a suspensão e a desativação de todos os perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e demais mecanismos utilizados pelos investigados para movimentar as contas do IMAFIR-MT, incluindo a denominada Chave J.

Dessa forma, os investigados ficaram impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras movimentações bancárias em nome da entidade.

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FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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