sábado, setembro 12, 2026

Anvisa alerta para uso de anéis e relógios inteligentes no monitoramento da saúde

Date:

Share

Relógios e anéis inteligentes podem ajudar no acompanhamento de indicadores relacionados à saúde, mas os resultados exibidos por esses aparelhos não substituem exames nem a avaliação profissional. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reforça que informações obtidas por meio desses dispositivos não devem orientar diagnósticos ou mudanças de tratamento.

A orientação ganha importância diante da oferta de aparelhos que prometem acompanhar diferentes parâmetros do organismo. Segundo a agência, não há, atualmente, smartwatches ou anéis inteligentes autorizados para realizar a medição não invasiva de glicose ou oximetria, por exemplo.

Na prática, informações apresentadas pelos aparelhos não devem ser usadas para confirmar ou descartar uma doença, definir tratamentos, alterar medicamentos ou substituir exames e avaliações de profissionais de saúde.

Um alerta emitido pelo dispositivo também não significa, por si só, que o usuário esteja doente. Da mesma forma, um resultado considerado normal pelo aparelho não é suficiente para descartar um problema de saúde.

A agência chama atenção especialmente para o risco de resultados imprecisos em parâmetros utilizados para decisões clínicas. No caso da glicemia, por exemplo, uma medição incorreta pode levar ao uso de uma quantidade inadequada de insulina.

Como funciona a regularização desses dispositivos?

Nem todo relógio ou anel inteligente precisa ser regularizado pela Anvisa. Em geral, produtos desenvolvidos apenas para bem-estar ou apoio à prática esportiva não são considerados dispositivos médicos e, desde que não meçam parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico, não estão sujeitos à regularização pela agência.

A exigência muda quando o equipamento tem finalidade de apoio ao diagnóstico ou mede parâmetros normalmente utilizados na prática clínica. Entram nessa categoria funções como:

  • medição da pressão arterial;
  • oximetria;
  • medição de glicemia;
  • eletrocardiograma;
  • identificação de ritmo cardíaco irregular;
  • alertas sobre possíveis doenças.

Nesses casos, a regularização é obrigatória, mesmo que o fabricante apresente a função como destinada ao lazer, ao esporte ou ao bem-estar. Antes da comercialização no País, é necessário comprovar a segurança e o desempenho do produto.

No caso de relógios e anéis inteligentes, nem sempre é o aparelho em si que aparece entre os dispositivos regularizados. Isso porque, muitas vezes, é o aplicativo ou software que processa os dados coletados pelos sensores e fornece a informação clínica que precisa passar pela avaliação da Anvisa.

Leia Também: Região Sul está em alerta para fortes chuvas, vento e granizo

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
78,200FansLike

Artigos relacionados

Multiação realiza mais de 4 mil atendimentos gratuitos em Sinop

O Multiação em Sinop (MT) realizou 4.067 atendimentos gratuitos neste sábado (12), nas áreas de saúde,...

Operação apreende suspeitos de integrar organização criminosa em Dourados

A Polícia Civil deflagrou neste sábado (12) uma operação de busca e apreensão e prisões preventivas contra suspeitos...

Animal é encontrado em condições precárias e tutora é presa por maus-tratos em Aquidauana (vídeo)

Uma mulher foi presa na noite desta sexta-feira (11) após ser acusada de maus-tratos contra animal em Aquidauana....

Vereador pede apoio das Forças Armadas após temporal deixar Campo Grande em estado de emergência

O vereador Maicon Nogueira (PP) solicitou à Prefeitura de Campo Grande que avalie, em caráter de urgência, o...