A mulher ferida durante o ataque que terminou na morte do filho de 5 meses, em Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o hospital, Regina Ramires está estável nesta quarta-feira (2), apesar da gravidade dos ferimentos.
Regina foi atingida por golpes de foice durante a invasão à residência da família, na madrugada de domingo (30). O filho dela, Braian Ramires, de apenas 5 meses, morreu ainda no local. O caso é investigado como homicídio.
Suspeito está foragido
A Polícia Civil confirmou que a prisão preventiva do principal suspeito foi decretada pela Justiça nessa terça-feira (1º). Como ele ainda não foi localizado, passou a ser considerado foragido.
O homem é de nacionalidade paraguaia e, conforme informações levantadas durante a investigação, teria fugido para o Paraguai após o crime. A polícia brasileira mantém as buscas na região de fronteira, com apoio da Polícia Nacional do Paraguai.
A investigação é conduzida pelo delegado Lucas Calixto. Até o momento, não há informações sobre a participação de outras pessoas no ataque.
Possível vingança
Uma das principais linhas de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por uma possível vingança contra o pai do bebê.
Segundo o delegado Lucas Calixto, os dois homens teriam se desentendido por causa de uma motocicleta. A suspeita é de que o pai da criança tenha queimado a moto que pertencia ao investigado.
O pai de Braian deve prestar depoimento à Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do conflito e auxiliar nas investigações.
As buscas pelo suspeito continuam na região de fronteira. A polícia também trabalha para esclarecer a dinâmica do ataque e confirmar a motivação do crime.

