domingo, novembro 1, 2026

Megaoperação em presídio de segurança máxima chega ao terceiro dia

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A Operação Nêmesis chegou ao terceiro dia de atuação nesta quinta-feira (3) na Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira 1, em Campo Grande (MS). Conhecida como “Supermáxima”, a unidade abriga internos de alta periculosidade, incluindo custodiados apontados como integrantes ou ligados à cúpula de organizações criminosas.

A ação tem como objetivo reforçar o controle das unidades prisionais, prevenir irregularidades e impedir que o ambiente carcerário seja utilizado para articulações ou práticas relacionadas ao crime organizado.

A operaçã é conduzida pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e conta com o apoio da Força Penal Nacional (FPN), da Polícia Penal Federal (PPF), de policiais penais da própria unidade, de integrantes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP).

A operação teve início na terça-feira (1º), no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), e vem realizando fiscalizações, revistas gerais e procedimentos de segurança voltados ao enfrentamento da atuação de organizações criminosas dentro do sistema prisional.

Após atividades na quarta-feira (2), os trabalhos avançaram para a Gameleira 1, onde ocorre uma operação pente-fino.

Operação foi desencadeada após apurações

Segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a Operação Nêmesis ocorre após a identificação de manifestação coletiva de apoio ou alusão a organização criminosa.

As apurações também resultaram na determinação da transferência de custodiados do EPJFC envolvidos nas ocorrências para uma unidade de maior segurança. Por razões operacionais, não foi divulgada a quantidade de transferidos, os nomes dos internos nem o destino das transferências.

Penitenciaria de Regime Fechado da Gameleira

Reforço permanente na segurança prisional

A Operação Nêmesis integra as ações permanentes desenvolvidas pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul para fortalecimento da segurança nas unidades prisionais.

Dados da Agepen apontam que, somente no primeiro semestre deste ano, foram realizadas 56 revistas em estabelecimentos penais do estado, além dos procedimentos de segurança rotineiros executados com acompanhamento da Gerência de Inteligência.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que as ações fazem parte de uma estratégia contínua de enfrentamento ao crime organizado.

“A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado e no combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais. É uma atuação contínua e incansável para garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema prisional e, consequentemente, contribuir para a segurança de toda a sociedade”, disse.

Viatura do Cope saindo da Supermáxima – presídio da Gameleira – após princípio de motim em 22 de outubro de 2021 (Foto: Renata Fontoura/Z1)
Viatura do Cope saindo da Supermáxima – presídio da Gameleira – após princípio de motim em 22 de outubro de 2021 (Foto: Renata Fontoura/Z1)
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Ações também combatem entrada de ilícitos por drones

Paralelamente à operação, forças de segurança atuam para impedir o uso de drones no transporte de materiais ilícitos para dentro dos presídios.

Desde o dia 25 de agosto, policiais penais de Mato Grosso do Sul e integrantes da Força Penal Nacional desenvolvem ações de monitoramento e interceptação de aeronaves remotamente pilotadas nas unidades de Campo Grande e Dourados.

Drones foram capturados por agentes penais (Foto: Agepen)

Segundo a Agepen, a atuação conjunta já resultou na apreensão de dois drones, 14 aparelhos celulares, cinco carregadores, um rolo de linha reforçada utilizado para transporte de cargas, aproximadamente 1,7 quilo de substância com características semelhantes à maconha e cerca de 250 gramas de substância com características semelhantes à cocaína.

As equipes também relataram ter impedido tentativas de entrega de materiais ilícitos por drones nas duas unidades prisionais.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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