domingo, novembro 1, 2026

Operação prende suspeito de divulgar lista de execução de facção criminosa

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A divulgação de uma suposta lista de execução atribuída ao Comando Vermelho, com nomes e imagens de pessoas que seriam marcadas para morrer, se tornou alvo de operação nesta quinta-feira (3). O responsável pela publicação foi preso em Juscimeira (MT).

A operação, denominada Death List, foi realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), e cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão contra Pablo da Silva Santos.

Segundo o MPMS, o investigado seria responsável por um perfil em rede social usado para divulgar propagandas do Comando Vermelho e listas de alvos da facção criminosa. As publicações exibiam fotografias, apelidos e as cidades onde as vítimas moravam.

A maioria das pessoas citadas nas listas residia em municípios do interior de Mato Grosso do Sul, como Miranda e Cassilândia.

Duas pessoas da lista foram assassinadas

Um dos pontos mais graves investigados pelo Ministério Público é que duas das pessoas que tiveram os nomes divulgados nas publicações foram assassinadas.

O primeiro a ser alvo dos criminosos foi Gustavo Loschiavo Araújo, no dia 27 de julho. No segundo caso, a vítima foi morta junto com a filha, uma criança de apenas três anos de idade.

Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a filha foram executados a tiros em Cassilândia.

O crime aconteceu no dia 1° de agosto. Márcio retornava para casa com a família quando o veículo em que estava foi surpreendido pelos pistoleiros no momento em que entrava na garagem. Ele e a criança foram atingidos e morreram no local. Outra criança que também estava no carro ficou ferida por estilhaços.

Um dos suspeitos do crime foi preso dias depois. As ações da operação buscam esclarecer a relação entre as publicações e os assassinatos, além de identificar a extensão da atuação do responsável pelo perfil e eventual vínculo com organização criminosa.

Investigação

A identificação do investigado foi possível após um trabalho de análise técnica realizado pela UICC, que passou a acompanhar as atividades do perfil e reuniu informações disponíveis no ambiente digital.

De acordo com o MPMS, mesmo após tentativas de apagar rastros digitais, os investigadores conseguiram reunir elementos que permitiram vincular o perfil ao suspeito.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à extração e análise forense. O material deverá ser examinado.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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