domingo, novembro 1, 2026

Morreu Gloria Steinem, jornalista e ícone feminista, aos 92 anos

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Morreu Gloria Steinem, um dos nomes mais importantes do movimento feminista dos Estados Unidos. A escritora, jornalista e ativista, de 92 anos, morreu na quarta-feira, em casa, de forma pacífica, anunciou a fundação que era administrada por ela.

“Ontem, Gloria Steinem morreu pacificamente em sua casa, na cidade de Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam. Os quase cem anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim”, diz o comunicado da Gloria’s Foundation.

“O maior dom de Gloria era sua capacidade de ouvir os outros, de fazê-los se sentirem vistos e ouvidos. Suas palavras, ações e exemplo permitiram que as pessoas fossem elas mesmas”, diz a mesma publicação, que também destaca “o espírito independente, o senso de humor e a curiosidade constante” da jornalista.


Gloria é um dos rostos mais conhecidos dos movimentos feministas e foi a única jornalista que conseguiu infiltrar-se, na década de 60, num dos bares da Playboy, em Nova Iorque, como ‘coelhinha’, para denunciar as condições de vida a e trabalho das funcionárias de Hugh Hefner. A sua experiência ficou detalhada em ‘ Bunny’s Tale’.

Gloria numa das muitas manifestações em que participou© Getty Images  

Steinem nasceu em 25 de março de 1934 e, devido às frequentes mudanças de sua família pelos Estados Unidos, não frequentou a escola regularmente até os 11 anos.

Ela estudou Ciências Políticas no Smith College, uma área de estudo pouco comum para as mulheres na época. Depois de se formar, fez um aborto ilegal.

Trabalhou como diretora do Serviço de Investigação Independente, uma organização financiada pela agência de inteligência americana CIA, mas logo se dedicou ao jornalismo, escrevendo para a revista Esquire sobre temas que afetavam as mulheres.

Foi membro fundadora da revista New York Magazine, em 1968, e, após cobrir um evento sobre o aborto, cunhou o conceito de “liberdade reprodutiva”, ou seja, a liberdade de ter filhos ou não.

Juntamente com outras feministas, como Bella Abzug e Betty Friedan, criou o Women’s National Political Caucus e, na década de 1970, cofundou a primeira revista feminista, “Ms.”.

A mensagem publicada em seu perfil indicava que Steinem “passou seus últimos anos fazendo as duas coisas de que mais gostava: compartilhando com os outros e escrevendo”.

A escritora, que enfrentou um câncer de mama na década de 1980, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades, na Espanha, em 2021.

Leia Também: Em áudios, Nikolas pede ajuda a Vorcaro e diz: ‘Estou à disposição’; ouça

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