domingo, novembro 1, 2026

Venezuela vai respeitar acordos petrolíferos assinados com China e Rússia

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“Temos acordos com a China e a Rússia e se trata de empresas mistas com autorização vigente para exercer atividades primárias. Respeitamos muito esses acordos”, esclareceu a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, em entrevista ao canal privado venezuelano Venevisión, no domingo.

Henao, questionada sobre se a China e a Rússia ficariam de fora dos negócios petrolíferos venezuelanos após o acordo entre Caracas e Washington, garantiu também que as empresas mistas nas quais esses dois países têm participação “continuarão exercendo suas atividades”.

A Casa Branca afirmou recentemente que a maioria dos campos de petróleo abrangidos pelo acordo bilateral “era anteriormente controlada ou operada por empresas russas e chinesas, ou por comparsas corruptos de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez”.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela de 1999 até sua morte, em 2013, foi sucedido por Nicolás Maduro, que em janeiro passado foi capturado em Caracas por forças militares americanas.

Washington afirmou que “esses atores estrangeiros mal-intencionados saquearam os recursos da Venezuela em benefício de adversários dos Estados Unidos, como Cuba, Rússia e China, e não investiram na infraestrutura nem no desenvolvimento” da nação sul-americana.

Na terça-feira, a China exigiu que seus interesses na Venezuela fossem protegidos, depois que alguns meios de comunicação noticiaram que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

“Os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser protegidos”, afirmou, em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun.

O porta-voz destacou que a cooperação entre China e Venezuela “está protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países”.

A China mantém, há anos, importantes interesses no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais participam de projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação econômica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.

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