sábado, setembro 12, 2026

Policial penal e professora são presos suspeitos de facilitar entrada de celulares em presídio de Várzea Grande

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Um policial penal efetivo e uma professora contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) foram presos durante a Operação Insídia, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), em Cuiabá, para desarticular um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos investigados por facilitar a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Além das prisões, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. A professora atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.

Os servidores são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A atuação dos servidores estaria relacionada à logística de integrantes de uma facção criminosa.

O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Investigação

As investigações iniciaram em junho de 2025, após análise de materiais apreendidos que identifiicou transferências via Pix destinadas à professora investigada, realizadas por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

As informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

Recebimento de valores

As investigações também apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos investigados.

O policial penal cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa. Durante a sua atuação, ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras.

Conforme apontado, a professora se valia do trânsito autorizado no interior da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção, enquanto o policial penal utilizava sua condição funcional para o mesmo objetivo.

celular operação

O acesso privilegiado ao ambiente prisional proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados foi o elemento essencial para a prática do crime.

Diante dos elementos colhidos durante as investigações, foram representadas as ordens judiciais contra os investigados. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão cautelar do exercício das funções públicas dos dois servidores durante o período de duração da investigação.

Os mandados de busca têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

O Primeira Página procurou a Seduc e a Sejus para se pronunciar sobre o caso, mas até o momento, não teve retorno.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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