Pesquisa Quaest aponta senador com 40% das intenções de voto contra 37% do presidente; Minas Gerais mantém histórico de peso nas disputas presidenciais
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno para a Presidência da República em Minas Gerais, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8). O levantamento aponta 40% das intenções de voto para Flávio, contra 37% para Lula.
O resultado representa uma mudança em relação à pesquisa anterior. Flávio Bolsonaro registrava 35% e avançou cinco pontos percentuais. Lula, que aparecia com 38%, oscilou negativamente um ponto.
A série histórica da Quaest mostra movimentos diferentes entre os dois candidatos. Em agosto de 2025, Lula tinha 42% das intenções de voto entre os eleitores mineiros. Na sequência, passou a registrar 39%, depois 38% e chegou aos atuais 37%.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, iniciou a série com 33%, avançou para 36%, recuou para 35% no levantamento anterior e agora alcança 40%.
Minas Gerais é considerado decisivo
O desempenho em Minas Gerais costuma receber atenção especial nas eleições presidenciais por causa do histórico eleitoral do estado. Desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do regime militar, o candidato que venceu a disputa nacional também conquistou a maioria dos votos dos mineiros.
Essa coincidência histórica transformou o estado em um dos principais termômetros das campanhas presidenciais. Por isso, as oscilações nas intenções de voto em Minas são acompanhadas de perto pelos partidos e pelas equipes dos candidatos.
Pesquisa ouviu 1.506 eleitores
A pesquisa foi contratada pela Globo e realizada entre os dias 4 e 7 de setembro, com 1.506 eleitores de Minas Gerais com 16 anos ou mais.
O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.
Os números refletem o cenário eleitoral no período em que as entrevistas foram realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha, conforme novos fatos e movimentações políticas influenciem a decisão dos eleitores.

