A Justiça de Mato Grosso tornou réu Claudinei da Silva, acusado de agredir até a morte a filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, no dia 7 de junho deste ano, na casa onde ele morava, em Várzea Grande (MT). Ele está preso preventivamente desde o dia do crime na Penitenciária Central do Estado (PCE-MT).
Conforme apuração do Primeira Página, a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no dia 2 de setembro e recebida pelo juiz da 1ª Vara de Violência Doméstica de Várzea Grande no dia 4. Com isso, Claudinei foi citado e passou a responder à ação penal na Justiça.
O Ministério Público denunciou Claudinei por feminicídio majorado, com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo segue em segredo de Justiça em razão do crime de feminicídio e por ter sido cometido contra vítima menor de 12 anos.
Segundo a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime teria ocorrido no dia 7 de junho deste ano após o pai supostamente flagrar uma conversa da filha com um menino em uma rede social.
A mãe da vítima contou à polícia que ela foi até a casa do suspeito, pai da adolescente, já que o casal era separado, por volta das 18 horas, para buscá-la.
No relato, ela contou que, após insistir, Claudinei saiu e disse a ela que a filha não estava na casa. Ele alegou que a criança estava brincando na casa de uma vizinha.
A mulher percebeu que o comportamento de Claudinei estava diferente. Em determinado momento, ela conseguiu entrar na casa e achou a filha caída em um dos quartos, desacordada, com diversas marcas de agressões pelo corpo.
Com ajuda de uma amiga, a mãe levou a adolescente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, mas ela já estava morta.

Segundo a polícia, após os fatos, o suspeito se apresentou espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande.
A investigação sobre a morte de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, foi concluída pela Polícia Civil com o indiciamento do pai da menina, Claudinei da Silva, por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a vítima morreu por asfixia mecânica.
Familiares de Olga questionam a justificativa do pai de que teria flagrado conversas da filha na internet e alegaram que Claudinei seria analfabeto e não sabia ler, se comunicando somente por áudios via celular, dificultando a tese de que ele teria lido algum tipo de troca de mensagens.
O Primeira Página entrou em contato com a defesa da família de Olga, para um posicionamento sobre o caso. A advogada Dayanne Rodrigues informou que os familiares “esperam que a justiça seja feita e ele pegue a maior condenação possível”. A defesa de Claudinei não foi localizada.

