sexta-feira, setembro 25, 2026

Médica é denunciada por morte de 6 crianças em UTI de hospital privado no Paraná

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As crianças, incluindo recém-nascidos, morreram por choque séptico e falência múltipla de órgãos, entre maio e julho de 2024, em decorrência de uma contaminação hospitalar por bactérias multirresistentes.

Procurado para esclarecer quando e como identificou a contaminação e sobre a responsabilidade da médica denunciada, o hospital Angelina Caron disse, em nota, que não recebeu citação oficial sobre processo nem o conteúdo dos autos. Por isso, afirmou não ser possível se manifestar.

Assim que for oficialmente citado, o hospital afirma que prestará os esclarecimentos dentro dos prazos legais e fornecerá os documentos necessários para a apuração dos fatos.

A profissional era diretora técnica da unidade pediátrica do hospital e, segundo a acusação, agiu com “grave negligência” ao se omitir da fiscalização e da aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança.

“Ela permitiu que surgisse um ambiente de contaminação cruzada por meio de práticas inaceitáveis, como a reutilização de luvas em procedimentos entre pacientes distintos, falta de banho, manuseio inadequado de intubações e acessos venosos e também de fraldas das crianças”, disse o promotor de Justiça Éder Teodorovicz.

A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (14) e recebida pela Justiça na segunda (17), segundo o MPPR.

A responsabilização apresentada pelo MPPR é por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

“Se comprovarem que houve de fato uma inobservância dos procedimentos corretos, seja de higiene, limpeza e afins, a pena, em cada homicídio, pode variar de 1 ano e 4 meses a 4 anos, podendo ter um aumento de um terço”, afirma o advogado Gabriel Bergamo, especialista em direito da saúde do escritório Gabriel Bergamo Advocacia, em Curitiba.

Além da acusação criminal, o Ministério Público pediu que seja fixado um valor mínimo de reparação de R$ 50 mil para cada uma das seis famílias afetadas.

Segundo Bergamo, o hospital Angelina Caron também pode ser responsabilizado pelas mortes na esfera cível, a depender da apuração das circunstâncias do caso. Em caso de condenação, o hospital poderá ter de pagar uma reparação financeira às famílias.

“Para que isso não ocorra, o hospital teria que comprovar que seguia todos os protocolos de limpeza, higiene e fiscalização corretamente”, afirma.

Em nota à Folha de S.Paulo, a instituição afirmou manter seu “compromisso com a segurança dos pacientes, o cumprimento das normas técnicas, sanitárias e assistenciais e a colaboração com as autoridades competentes”.

Segundo informações divulgadas no site oficial, o hospital tem 40 anos de atuação e conta com mais de 2.000 colaboradores, incluindo 350 médicos em 30 especialidades, além de serviços de média e alta complexidade.

A instituição afirma realizar cerca de 1 milhão de procedimentos por ano. Em 2025, mais de 128 mil pacientes foram atendidos no hospital.

Em 8 de agosto, o ministro da Saúde Alexandre Padilha visitou o hospital durante agenda do governo federal no Paraná.

Leandro sofreu acidente no segundo páreo do domingo (16). Ele foi internado no hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, ao lado do Jockey Club, com quadro de traumatismo craniano e fraturas no tronco.

| 12:14 – 19/08/2026

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