O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (16) que o Brasil “falhou” no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) e disse que as duas facções transformaram o país em um ‘centro de distribuição global de cocaína’.
A declaração consta em um comunicado sobre o narcotráfico divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e assinado pelo presidente norte-americano.
No documento, Trump classifica PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras e afirma que os grupos representam uma “ameaça crescente” à segurança internacional.
“Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, afirmou Trump no comunicado.
O presidente dos Estados Unidos também cobrou medidas do governo brasileiro para enfrentar as duas organizações criminosas.
PCC e Comando Vermelho
A menção às facções ocorre meses depois de Trump ter classificado PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, segundo o material divulgado nesta quarta-feira.

Apesar das críticas feitas pelo presidente norte-americano, o Brasil não foi incluído na chamada “lista negra” de países considerados pelos Estados Unidos como tendo falhado manifestamente no cumprimento de compromissos internacionais de combate às drogas.
O documento foi encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos e trata da definição dos principais países de trânsito de drogas e produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027.
Venezuela deixa lista
No mesmo comunicado, Trump retirou a Venezuela da relação de países considerados pelos Estados Unidos como tendo ‘falhado manifestamente’ no combate às drogas.
Segundo o presidente norte-americano, a decisão ocorreu diante de medidas adotadas sob a presidência interina de Delcy Rodríguez. Trump afirmou que houve avanços na cooperação venezuelana no enfrentamento ao narcotráfico.
A Venezuela integrava anteriormente a lista ao lado de países como Afeganistão, Bolívia, China, Colômbia, Equador, México, Nicarágua, Paquistão e Peru, entre outros.
O comunicado ocorre em meio às relações entre Brasil e Estados Unidos e a poucos dias da eleição presidencial brasileira.

