A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul recuperou diversos materiais elétricos furtados em Campo Grande. Durante uma ação realizada pela 6ª Delegacia, os equipamentos, que somam mais de R$ 2,5 milhões, foram encontrados em um galpão, localizado na esquina das ruas Israel e Peru, no Jardim Batistão.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a delegacia receber informações sobre o furto de materiais elétricos de alto valor, pertencentes a uma empresa terceirizada que presta serviços para a Energisa. A informação era de que os equipamentos estavam escondidos na região do Jardim Batistão.
Durante as buscas, os policiais identificaram um “terreno de grandes dimensões, sem residência, onde havia uma estrutura coberta semelhante a um galpão”. Pelas frestas do portão, a equipe conseguiu visualizar dezenas de equipamentos utilizados no setor de energia elétrica, como transformadores, bobinas de cabos de alta tensão e outros materiais.
Diante dos indícios, os policiais entraram no local. Não havia ninguém no local no momento da ação.

A vistoria foi realizada com a participação da Perícia Criminal. Segundo o levantamento preliminar, diversos equipamentos encontrados pertencem à prestadora de serviço. Também foram localizados outros objetos que apresentavam indícios de origem ilícita.
A estimativa inicial é de que o valor total dos materiais encontrados ultrapasse R$ 2,5 milhões.
Devido à grande quantidade de equipamentos, foram necessários cinco caminhões para retirar e transportar todo o material apreendido.
O caso é apurado como furto e receptação. A perícia foi realizada no galpão, enquanto os equipamentos foram apreendidos para identificação, documentação e demais exames necessários. “As investigações prosseguem para esclarecer a origem dos materiais, identificar todos os envolvidos e apurar as circunstâncias relacionadas aos crimes de furto e receptação.”
O proprietário da empresa responsável pelo imóvel não foi localizado durante a ação, mas depois, por meio de um advogado, informou que pretende se apresentar à 6ª Delegacia de Polícia Civil. Em nota, a Energisa reforçou que os equipamentos pertencem a uma empresa terceira que presta serviços para a distribuidora e que, até o momento, não tem informações do crime.
“O caso em questão ocorreu com uma empresa terceira que presta serviços para a distribuidora. O material em questão é de responsabilidade da empresa terceira. A concessionária teve conhecimento do fato e está acompanhando o caso com o prestador. O caso deve seguir com as autoridades responsáveis.”

