Recomeça do zero nesta terça-feira (29) a sessão do Tribunal do Júri que deve julgar Antonio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, denunciados pela morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrida em 5 de dezembro de 2023. O julgamento será realizado a partir das 9h, no Fórum de Cuiabá.
A sessão será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os réus deverão participar, sendo que o Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas foi recambiado de Brasília, onde estava preso preventivamente, para Cuiabá para estar presente no ato.
Atuarão na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva. Na defesa dos acusados estão os advogados Neyman Augusto Monteiro, Paulo Fabrinny Medeiros, Nilton Ribeiro de Souza, Mithele Weber Delfino, Guilherme Curi e Pedro Luiz Machado Júnior.
Ao longo da instrução em plenário, estão previstas as oitivas de testemunhas arroladas pelas partes, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal, investigadores, analistas de inteligência e outras pessoas relacionadas à investigação do caso.
Júri começa do zero após dois meses
O novo júri ocorre exatos dois meses após o adiamento do primeiro julgamento.
No dia 28 de julho foram ouvidos os delegados da Polícia Civil, Nilson André Farias e Edson Pick, responsáveis pela investigação do assassinato; o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, que conduziu inquérito complementar e outras testemunhas.
A expectativa era concluir o depoimento da última testemunha de defesa no dia 29 de julho e o interrogatório dos três réus, além dos debates entre Ministério Público e defesa dos acusados.
No entanto, a sessão foi interrompida após um dos jurados apresentar um problema de saúde no começo do segundo dia de júri. O magistrado do caso determinou a dissolução do Conselho de Sentença.
O ato será reiniciado do zero nesta terça-feira (29) e outros sete jurados serão sorteados pouco antes do julgamento para participar do novo ato. Todas as testemunhas que haviam sido ouvidas inicialmente no ato anterior também devem prestar depoimento novamente.
Relembre o caso
O advogado Roberto Zampieri tinha 56 anos quando foi assassinado com disparos de arma de fogo em 5 de dezembro de 2023, próximo ao escritório dele, no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava dentro de sua picape Fiat Toro quando foi atingida com diversos disparos de arma de fogo.

Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como executor; Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria atuado como intermediário, responsável pela logística e entrega da arma; e o coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar a execução.
De acordo com a acusação, o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 200 milhões. O casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, não são julgados neste ato.


