A candidata a deputada estadual Gianni Nogueira (PL) defendeu a regionalização dos serviços de saúde em Mato Grosso do Sul após citar três acidentes envolvendo veículos que transportavam pacientes nos últimos dois meses.
Segundo ela, os casos evidenciam as dificuldades enfrentadas por moradores do interior que precisam viajar para outras cidades em busca de consultas, exames e tratamentos.
Em agosto, uma ambulância da Prefeitura de Sete Quedas que retornava de Dourados após levar pacientes para atendimento se envolveu em uma colisão na MS-156. Quatro pessoas morreram e outras ficaram feridas. As circunstâncias do acidente são investigadas.
Dias depois, em 13 de agosto, uma van que transportava moradores de Fátima do Sul para consultas e exames em Dourados bateu em caminhões parados às margens da BR-376. Nove pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico.
O terceiro caso citado por Gianni ocorreu em 18 de setembro, quando uma van da Secretaria Municipal de Saúde de Eldorado, que havia levado pacientes para atendimento em Dourados, se envolveu em uma colisão frontal com um carro na BR-163, em Itaquiraí. Cinco pessoas morreram, sendo três ocupantes da van e duas do automóvel. Outras quatro pessoas que estavam no veículo da Saúde ficaram feridas.
Gianni afirmou que os acidentes chamam atenção para uma rotina enfrentada por moradores de municípios do interior. “Enquanto muita gente está dormindo, famílias acordam de madrugada, entram em uma van e pegam a estrada para conseguir uma consulta, fazer um exame ou continuar o tratamento”, disse.
A candidata defendeu o fortalecimento dos hospitais regionais e dos centros de especialidades como forma de ampliar a oferta de consultas, exames, tratamentos e cirurgias nos próprios municípios ou em cidades mais próximas dos pacientes.
Outro ponto abordado foi a transparência das filas do sistema de saúde. Gianni afirmou que pacientes deveriam conseguir consultar sua posição na fila e ter informações sobre a previsão de atendimento.
Ela também defendeu que a redução das filas seja tratada como uma política permanente, com metas, recursos, fiscalização e divulgação dos resultados, em vez de depender apenas de mutirões.
“Saúde não é apenas conseguir uma vaga, é conseguir chegar ao atendimento, ter estrutura e ter acesso o mais perto de casa possível”, afirmou.
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