A senadora Soraya Thronicke afirmou, neste domingo (4), que considera a democracia brasileira vulnerável e criticou o que classificou como tentativa de interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil.
A declaração foi dada durante entrevista após a parlamentar falar sobre suas expectativas para o dia de votação, em Campo Grande. Segundo Soraya, cada eleição possui características próprias, mas o atual processo eleitoral apresenta, na avaliação dela, elementos que não havia observado anteriormente.
“Eu percebo algo muito estranho no ar, algo nunca visto. A tentativa de interferência de um outro país no nosso”, afirmou.
Para a senadora, mais preocupante do que a eventual pressão vinda do exterior seria a atuação de políticos brasileiros que, segundo ela, incentivam esse tipo de movimento.
“E o pior do que essa tentativa externa é que políticos internos fustigam isso, eles que incitam isso. Então, é grave demais o que a gente está passando”, declarou.
Soraya também relacionou o cenário à soberania nacional e disse considerar preocupante que representantes políticos brasileiros adotem posições que, em sua avaliação, favoreçam interesses estrangeiros.
“A nossa democracia está em uma situação de vulnerabilidade, ou sempre esteve e a gente nunca percebeu. E a nossa soberania também”, disse.
Em outro momento, a parlamentar afirmou ser uma “vergonha” ver brasileiros, especialmente integrantes da classe política, defendendo interesses de outros países em detrimento do Brasil.
“Um país do tamanho do nosso, uma nação como a nossa, rica e que tem condições de avançar”, afirmou.
Confiança nas urnas
Apesar das críticas ao ambiente político, Soraya declarou confiar no sistema eleitoral brasileiro e disse respeitar o resultado das urnas.
“O eleitorado é soberano, eu respeito as urnas, eu acredito nas eleições do Brasil, por isso que eu estou disputando. E quem não acredita não deveria nem disputar a eleição”, afirmou.
A senadora também defendeu que os próprios eleitores reflitam sobre a responsabilidade que possuem na escolha dos representantes.
Segundo ela, os políticos que chegam ao Congresso Nacional são reflexo das decisões tomadas pela população nas urnas.
“Cada um tem a sua parcela de responsabilidade de quem está lá. E o Congresso Nacional, os políticos, são um reflexo da população”, declarou.
‘Plano A, B e C é reeleição’
Questionada sobre o futuro político caso não consiga permanecer no Senado, Soraya descartou trabalhar com outro cenário neste momento.
“O plano A, B e C: reeleição, reeleição, reeleição”, respondeu.
Ela afirmou que existem especulações envolvendo seu nome para outros cargos, inclusive em ministérios, mas disse não trabalhar com essa possibilidade.
“Eu trabalhei para a reeleição e espero chegar”, declarou.
Soraya também lembrou a disputa de 2018, quando foi eleita senadora, para justificar a cautela com pesquisas eleitorais. Segundo ela, naquele ano apareceu em uma pesquisa apenas poucos dias antes da votação e, ainda assim, terminou eleita.
Ao longo da entrevista, a senadora disse estar tranquila e confiante com o trabalho realizado durante o mandato e afirmou que agora a decisão cabe aos eleitores.
“A minha parte eu fiz. Se o eleitor quiser continuar, é ele que vai decidir”, concluiu.
FONTE: TOP MIDIA NEWS

