Auditoria do CMS (Conselho Municipal de Saúde) de Campo Grande identificou R$ 400.809,30 em abastecimentos de veículos registrados na plataforma de combustível da Sesau-Gestão associados a 13 CPFs que apareciam no Portal SIG Transparência exclusivamente como “Inativo” ou “Aposentado” até janeiro de 2026. Ao todo, esses CPFs foram relacionados a 2.438 operações entre outubro de 2025 e junho de 2026.
Segundo o relatório, as operações somaram 79.321,37 litros de combustível. Desse total, R$ 211.213,98 foram registrados até 31 de janeiro de 2026 e outros R$ 189.595,32 entre fevereiro e junho, período posterior à última competência disponível no Portal da Transparência.
A lacuna amplia o alerta apontado pela auditoria. Enquanto os dados funcionais disponíveis terminam em janeiro, os registros de abastecimento seguem até junho. O próprio relatório afirma que a continuidade da condição de inativo ou aposentado é provável diante das informações disponíveis, embora ainda dependa de certificação da Sesau.
“Entre os CPFs consultados, 13 tiveram, até janeiro/2026, resultado exclusivamente ‘Inativo’ ou ‘Aposentado’, sem registro ativo apresentado”, aponta Jader Vasconcelos, coordenador da Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde, que assina o relatório.
Apesar disso, todos os 13 CPFs apareciam na plataforma de combustível com perfil “Ativo”, vinculados à filial Sesau-Gestão e sem matrícula preenchida. A divergência entre o status funcional no Portal e a situação dos perfis no sistema de abastecimento é um dos pontos que, segundo a auditoria, precisam ser esclarecidos pela administração municipal.
O problema no controle cadastral vai além dos 13 casos. Dos 484 perfis existentes na plataforma, 481 estavam sem matrícula preenchida e 446 não tinham número de CNH. Em apenas um dia, 14 de julho de 2025, foram incluídos 371 usuários de uma só vez. Todos estavam sem matrícula e 370 também não tinham CNH cadastrada.
A própria auditoria destaca que o arquivo não contém histórico que comprove eventual migração coletiva dos cadastros e também não identifica quem autorizou cada um dos 371 perfis.
O relatório cobra que a Prefeitura esclareça a situação funcional dos 13 CPFs, principalmente nos abastecimentos ocorridos depois de janeiro, além de explicar a manutenção dos perfis como ativos e apresentar elementos que permitam identificar quem autorizou os cadastros e as operações.
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para explicar a situação funcional dos 13 CPFs no período dos abastecimentos, por que eles permaneciam com perfil ativo na plataforma de combustível e quem autorizou os cadastros e operações e aguarda retorno.
FONTE: TOP MIDIA NEWS

