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EUA deslocam drones MQ-9 Reaper para Colômbia e Equador em operação contra o narcotráfico

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Os Estados Unidos deslocaram drones militares MQ-9 Reaper da África para a América do Sul como parte da ampliação das operações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado na região. As aeronaves foram destinadas à Colômbia e ao Equador, segundo informações divulgadas pelo The New York Times e repercutidas por veículos internacionais.

A transferência ocorre em meio à decisão do governo de Donald Trump de ampliar a atuação militar americana no combate a organizações criminosas latino-americanas. O movimento havia sido antecipado em setembro, quando a CNN informou que drones MQ-9 que operavam na África seriam transferidos para o comando militar responsável pelas operações na América do Sul.

Aeronaves têm capacidade de vigilância e ataque

O MQ-9 Reaper é uma aeronave remotamente pilotada utilizada pelos Estados Unidos em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. O modelo também possui capacidade para realizar ataques de precisão.

Segundo as informações divulgadas, não foi informado o número exato de aeronaves transferidas nem a distribuição entre Colômbia e Equador. O deslocamento ocorre enquanto Washington amplia a cooperação militar com governos da região.

Reportagens recentes apontam que os dois países sul-americanos passaram a integrar uma cooperação mais estreita com os Estados Unidos em operações contra organizações criminosas. No caso do Equador, autoridades locais já haviam informado o recebimento de drones para atividades de vigilância.

EUA ampliam atuação militar na região

A transferência dos Reapers faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington para aumentar a participação das Forças Armadas americanas em operações de combate ao narcotráfico na América Latina.

O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, afirmou recentemente que Washington pretende ampliar as operações contra organizações ligadas ao tráfico de drogas, inclusive com possibilidade de ações terrestres em parceria com países da região.

A expansão da atuação americana, entretanto, também provoca questionamentos sobre os limites legais e políticos do emprego de força militar contra organizações criminosas. Especialistas têm discutido a eficácia e as consequências de uma estratégia baseada em operações militares e na eliminação de integrantes de grupos criminosos.

Brasil não aparece entre os destinos

Apesar de os drones terem sido deslocados para a América do Sul, o Brasil não foi citado como destino dos MQ-9 Reaper nas informações divulgadas até o momento.

A movimentação ocorre, portanto, principalmente em torno da cooperação militar dos Estados Unidos com Colômbia e Equador, enquanto Washington reorganiza recursos que anteriormente estavam empregados em operações na África.

O deslocamento dos drones representa mais uma etapa da crescente presença militar americana na América Latina e ocorre paralelamente à discussão sobre a ampliação das operações contra organizações classificadas pelo governo dos Estados Unidos como ameaças à segurança regional.

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