quarta-feira, outubro 7, 2026
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Presidente de hospital em MS é preso durante operação que investiga desvio de R$ 18 milhões

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Durante cumprimento da 2ª fase da Operação Dirty Pix, que investiga o desvio milionário de R$ 18 milhões em recursos públicos, agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmiria Silvério Barbosa. A unidade está localizada na cidade de Sidrolândia, onde também ocorreu a prisão.

Na ação que contou com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), também do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve mais dois presos: Júlio César Alves da Silva e outra pessoa que não teve o nome divulgado. 

O advogado de Jacob, Wellison Muchiutti Hernandes, ressaltou que o cliente vai colaborar com as investigações. 

“Ele disse que vai colaborar com tudo que tem que ser feito. Aquilo que consta ali e que for verdade, ele vai confirmar. O que não for, vai ser comprovado”, afirmou.

Ao todo foram cumpridos três mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. 

A ação mira esquemas de desvios na área da saúde.Foi identificado um desvio de recursos públicos destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar.

A aquisição seria feita a partir de um convênio entre o Estado de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Operação Dirty Pix

A primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025, onde foram identificados indícios de desvios de recursos ligados a outros convênios da entidade que seguiam padrões parecidos. 

Segundo o MPMS, o esquema atingiu recursos públicos destinados à compra de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel e obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, com valores que passam de R$ 18 milhões.

No esquema, eram criados planos de trabalho com informações fraudulentas, que incluíam superfaturamento de bens e serviços e direcionamento das contratações para empresas alinhadas ao núcleo investigado.

Gripe operação

Com o depósito dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada e redistribuída por meio de movimentações financeiras.

As transações envolviam repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas.

De acordo com o MPMS, as provas obtidas também mostraram abuso do poder financeiro da organização, utilizado para atrapalhar as investigações.

operação

O nome da operação é traduzido do inglês e significa “pix sujo”, que faz referência às transferências financeiras utilizadas para fazer o esquema.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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