Convocação de ato em favor do candidato à presidência, Lula (PT), virou polêmica na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), na noite desta quarta-feira (7), em Campo Grande. A Polícia Militar foi chamada e a instituição proibiu o uso da estrutura de ensino para fins políticos e eleitorais.
Conforme recebido pelo TopMídiaNews, militantes e alunos a favor de Lula convocaram um ato de apoio dentro da Sala ''S04'', conforme banner de divulgação. Ao tomar conhecimento, a instituição emitiu uma circular, proibindo manifestações dessa natureza na instituição pública que, por natureza, é apartidária.
O nome do evento é ''Assembleia Geral da Comunidade Acadêmica da UEMS com Lula. É a vitória no 2º turno'', diz o panfleto virtual.
O ato foi marcado para às 17h40. Segundo uma gravação obtida pelo site, uma das salas aparece lotada de pessoas. Nesse momento, policiais militares chegaram à porta e disseram ter recebido uma denúncia sobre algo irregular. Os militares perguntaram se alguém no ambiente havia acionado a polícia; todos disseram que não e, na sequência, a PM foi embora.
No mesmo vídeo, pessoas que estariam comandando aquela reunião disseram à polícia que se trata de uma reunião do diretório de estudante. Ainda na gravação, o público na sala diz à polícia o nome do suposto denunciante, que, segundo uma fonte, seria um aluno de “extrema direita”.
Um dos presentes é uma liderança estudantil em MS, de 19 anos, que preferiu o anonimato. Ele avalia que não houve nenhuma manifestação eleitoral e ou partidária e que tratou-se de uma assembleia para discutir os rumos da Educação no Brasil. Detalhou que diversas questões foram deliberadas no encontro e serão usadas posteriormente.
Sobre a proibição imposta pela UEMS, ele disse que não teve conhecimento prévio e só soube depois. Disse que, caso sejam proibidas as discussões no campus, o movimento estudantil é livre para fazer atos “extra-muros”.
Questionado sobre o panfleto virtual com apoio a Lula e falando em vitória no segundo turno, o ativista disse que foram feitos vários anúncios e não sabia dizer a quais a reportagem se referia.
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