A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (8), um homem suspeito de envolvimento no desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, que sumiu após subir na garupa de uma motocicleta em Várzea Grande. A prisão aconteceu na região do Manso, em Chapada dos Guimarães, 12 dias depois de o jovem ter sido visto pela última vez.
O homem foi preso por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia ainda não informou a identidade do suspeito nem qual teria sido sua participação no desaparecimento. As buscas continuam para localizar o corpo de Breno e descobrir se outras pessoas estão envolvidas no caso.

A prisão ocorreu horas depois de o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, afirmar que a polícia estava perto de esclarecer o que aconteceu com o professor. Segundo ele, os possíveis envolvidos já haviam sido identificados e a principal suspeita era de que Breno tivesse sido vítima de homicídio.

Na quarta-feira (7), a mãe do professor esteve na delegacia para conversar com o delegado. Ele contou que o encontro foi longo e emocionante e afirmou que toda a equipe estava empenhada em encontrar respostas para a família.
Professor desapareceu após pegar carona
Breno desapareceu na noite de 26 de setembro, depois de sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão, para tomar sorvete. Imagens de uma câmera de segurança mostram o jovem parado em frente a uma creche municipal, às 20h22, aparentemente esperando alguém. Quatro minutos depois, um motociclista chega, os dois se cumprimentam e Breno sobe na garupa. Desde então, ele não foi mais visto.
PROTESTO NA UFMT
Mobilização por respostas
Familiares, amigos, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica participaram de um ato na UFMT para cobrar esclarecimentos sobre o desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Moraes.
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Breno, de 25 anos, está desaparecido desde sábado (26). A manifestação começou no Instituto de Linguagens e seguiu em caminhada até a região do Restaurante Universitário.
O desaparecimento ganhou repercussão depois que o irmão gêmeo do professor, Bruno Humberto, começou a publicar vídeos nas redes sociais pedindo ajuda para encontrá-lo. Em uma entrevista emocionada à TV Centro América, ele prometeu não desistir das buscas.
“Vivo ou morto eu vou achar ele… porque o Breno sempre falava pra mim: ‘se um dia alguém fizer alguma coisa comigo, não descansa, luta até o fim’, e eu vou fazer isso por ele”, declarou.

Mensagens suspeitas aumentaram preocupação da família
Outro detalhe que chamou a atenção dos familiares foram as mensagens recebidas pelo WhatsApp de Breno depois do desaparecimento. Segundo o irmão, uma pessoa passou a responder pelo celular do professor, afirmando que estava em Cuiabá. No entanto, a maneira de escrever era diferente da habitual.
A família pediu que Breno enviasse um áudio ou uma fotografia para comprovar que estava bem. Depois de muita insistência, uma imagem foi enviada, mas o professor aparecia usando roupas diferentes das que vestia quando saiu de casa. Pouco depois, as mensagens pararam.
Familiares e amigos chegaram a organizar manifestações na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em Várzea Grande para cobrar respostas. Breno é formado pela UFMT e trabalha na área da educação desde 2021.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e pediu ajuda da população para esclarecer o caso e encontrar o corpo do professor. Quem tiver informações pode entrar em contato, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 197 ou procurar diretamente a Delegacia de Homicídios.

