Faixas exibidas nas arquibancadas criticaram a proibição das casas de apostas e defenderam o fim da escala de trabalho 6×1. Flamengo e Fluminense também levaram mensagens de protesto aos uniformes.
Torcedores do Flamengo exibiram faixas com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (11), durante o clássico contra o Fluminense, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Uma das mensagens estendidas no setor Norte do estádio dizia: “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF”. A manifestação ocorreu antes do início da partida, válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, e foi motivada pela insatisfação com medidas do governo federal relacionadas às empresas de apostas esportivas.
Outra faixa defendia o fim da escala de trabalho 6×1, regime em que o trabalhador exerce atividades durante seis dias e tem um dia de descanso. A mensagem também fazia uma provocação ao Vasco, tradicional rival do Flamengo.
Clubes também se manifestaram
Além das manifestações nas arquibancadas, Flamengo e Fluminense adotaram uma ação conjunta contra a medida provisória que atingiu o setor de apostas. Os jogadores entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada nos uniformes, no espaço normalmente destinado às marcas dos patrocinadores.
A iniciativa ocorreu após a edição da Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada por Lula em 25 de setembro. A decisão provocou reação de clubes e representantes do setor esportivo, que apontam possíveis impactos financeiros decorrentes das restrições às empresas de apostas.
O Flamengo já havia utilizado a mesma mensagem no uniforme durante a partida contra o Santos, disputada na quinta-feira (8).
Debate envolve futebol e política
A discussão sobre as apostas esportivas ganhou espaço no futebol brasileiro porque empresas do setor mantêm contratos de patrocínio com clubes e outras organizações esportivas. A possibilidade de perda dessas receitas motivou manifestações de dirigentes e entidades ligadas ao esporte.
No Maracanã, as faixas da torcida rubro-negra ampliaram o protesto para críticas a instituições políticas e para a defesa de mudanças na jornada de trabalho.

