As obras do que é considerado o maior hospital veterinário exclusivo para animais silvestres das Américas foram concluídas em Cuiabá. O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) ocupa uma área de mais de 4 mil metros quadrados, no Centro Político-Administrativo, e poderá atender até 5 mil animais, dependendo da espécie.
Apesar da conclusão do prédio, a unidade ainda não começou a receber pacientes. O início dos atendimentos depende da finalização da compra dos equipamentos e do mobiliário necessários para o funcionamento do complexo.
A estrutura conta com áreas destinadas ao atendimento veterinário e recintos para a quarentena dos animais. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), a proposta é concentrar diferentes procedimentos em um único local, evitando que os animais precisem ser encaminhados para clínicas e especialistas de diferentes regiões.

O complexo deverá oferecer atendimento em áreas como dermatologia, oftalmologia e cirurgia ortopédica, além de exames de imagem e outros procedimentos necessários à recuperação da fauna.
Segundo o diretor da unidade, Éder Toledo, a capacidade de atendimento pode chegar a 5 mil animais, conforme a espécie e as necessidades de cada caso.
Aves representam a maior parte dos atendimentos
Dados da Secretaria de Meio Ambiente mostram que aproximadamente 1.450 animais silvestres foram resgatados e encaminhados a clínicas veterinárias credenciadas em Mato Grosso durante 2025. O atendimento a esses animais recebeu investimentos de cerca de R$ 2 milhões.
Desse total, 739 animais receberam cuidados especializados na Baixada Cuiabana, enquanto outros 741 foram atendidos em municípios do interior do estado.
As aves representaram cerca de 70% dos atendimentos, incluindo papagaios, araras, periquitos, gaviões e corujas. Também foram atendidos mamíferos e répteis, como antas, onças, gambás, cachorros-do-mato, cervos, lobos-guarás e jabutis.
Com o início das atividades do Cetras, a expectativa é concentrar essa demanda na nova estrutura, ampliando a capacidade de atendimento e reabilitação dos animais silvestres.
Investimento na estrutura foi de R$ 23 milhões
A construção do complexo recebeu investimento de aproximadamente R$ 23 milhões, conforme informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. O projeto foi desenvolvido em parceria entre a Sema e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A conclusão das obras representa uma etapa do projeto, mas o atendimento ao público e o recebimento dos animais dependem da instalação dos equipamentos e da organização da estrutura para o início das operações.

