Os ex-secretários estaduais de Mato Grosso do Sul que deixaram seus cargos para disputar as eleições de 2026 não devem retornar às funções na próxima etapa do governo de Eduardo Riedel (PP). A tendência, segundo apuração publicada pelo portal Investiga MS e reproduzida pelo O Norte News nesta quinta-feira (15), é que o governador mantenha os substitutos à frente das pastas.
Entre os nomes que enfrentam dificuldades para retornar estão Eduardo Rocha (PSDB), Jaime Verruck (Republicanos), Viviane Luiza (PSDB) e Marcelo Miranda (PP). Os quatro deixaram o Executivo estadual para concorrer a cargos eletivos, mas não conseguiram conquistar uma vaga titular nas urnas.
Resultados eleitorais dos ex-secretários
Marcelo Miranda, que comandava a área de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, obteve 23.112 votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa e terminou como primeiro suplente de sua coligação.
Eduardo Rocha, ex-chefe da Casa Civil, recebeu 15.782 votos e ficou na terceira suplência do PSDB na disputa estadual.
Na eleição para deputado federal, Jaime Verruck, ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, alcançou 49.585 votos e terminou como primeiro suplente.
Viviane Luiza, que esteve à frente da Secretaria de Cidadania, recebeu 45.083 votos. Apesar da votação, não conseguiu uma vaga nem na condição de suplente, em razão do resultado da chapa.
Substitutos devem permanecer nos cargos
Durante o período eleitoral, as funções deixadas pelos secretários foram ocupadas por outros integrantes da administração estadual. Entre eles estão Artur Henrique Leite Falcette, na Semadesc; Alessandro Menezes, na área de Turismo, Esporte e Cultura; José Francisco Sarmento Nogueira, na Cidadania; e Walter Carneiro, na Casa Civil.
Conforme a apuração publicada, a possibilidade de manter os atuais titulares está relacionada à intenção de evitar novas disputas políticas entre os ex-secretários que pretendem retornar ao governo.
Até o momento, a informação aponta uma tendência de composição do primeiro escalão, e não uma decisão oficial definitiva sobre todas as nomeações. A definição dos cargos dependerá das escolhas do governador para a nova etapa da administração estadual.

