O impacto também aparece nas contas: 36% dos consumidores que compram por impulso já contraíram dívidas ou atrasaram compromissos financeiros em consequência dessas compras. Entre os jovens de 18 a 28 anos, o percentual chega a 45%.
As ofertas são o principal incentivo para compras não planejadas, citadas por 57% dos entrevistados. O frete grátis aparece em seguida, com 48%, enquanto descontos por tempo limitado foram mencionados por 27%.
Para Hélia Gonçalves, superintendente executiva da CDL Goiânia, o crescimento do comércio eletrônico representa uma oportunidade para o varejo, mas exige responsabilidade na relação com os consumidores.
A pesquisa mostra ainda que 59% dos consumidores relatam sentimentos negativos após compras por impulso, como arrependimento, culpa e incômodo com a falta de autocontrole.
Para evitar que esses gastos comprometam a renda, a orientação é avaliar a necessidade do produto, conferir o orçamento e considerar as despesas já assumidas antes de finalizar o pedido. Adiar a decisão diante de ofertas com prazo limitado e acompanhar os gastos no cartão de crédito também ajudam a reduzir o risco de endividamento.
Sobre a pesquisa: realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, entre 25 de maio e 4 de junho de 2026, a pesquisa ouviu 800 consumidores com 18 anos ou mais que compraram pela internet nos 12 meses anteriores. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

