Surto causado pelo vírus Bundibugyo soma 10.351 casos registrados; taxa de letalidade se aproxima de 50%, segundo dados divulgados pelas autoridades congolesas.
O surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5 mil mortes, conforme dados divulgados neste sábado (31). O balanço aponta 5.026 óbitos entre 10.351 pessoas infectadas, o que representa uma taxa de letalidade próxima de 50%.
A epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo e foi declarada em meados de maio. Segundo informações publicadas pela Associated Press, a doença já atingiu 67 zonas de saúde em oito províncias do país, com maior concentração de casos e mortes nas regiões de Ituri e Kivu do Norte.
O surto é considerado o segundo mais letal da história do Ebola, atrás da epidemia que atingiu países da África Ocidental entre 2014 e 2016. A disseminação também foi registrada fora do Congo, com casos reportados no Quênia e na Nigéria. Uganda também havia identificado infecções durante a epidemia.
A Organização Mundial da Saúde informou, em seu relatório de 23 de outubro, que o número de casos confirmados no Congo chegava a 9.704, com 4.687 mortes até 20 de outubro. A atualização mais recente divulgada pela imprensa, baseada em dados do governo congolês, indica que os números continuaram a subir.
A resposta ao surto enfrenta dificuldades relacionadas à insegurança, ao acesso limitado a comunidades afetadas e à sobrecarga dos serviços de saúde. A OMS também destacou a importância da identificação rápida de casos, do acompanhamento de contatos e do acesso oportuno a cuidados médicos.
O vírus Bundibugyo é uma das espécies que causam a doença do Ebola. Até o momento, não há vacina ou tratamento específico aprovado para essa variante; o atendimento se concentra em cuidados de suporte e no controle da transmissão.

