Conhecidos como Formoso e Aurora, os felinos foram avistados durante o dia e reapareceram à noite, em registros feitos na Fazenda Caiman, em Miranda.
Turistas que participaram de passeios de safári no Pantanal de Mato Grosso do Sul tiveram a oportunidade de observar duas vezes um casal de onças-pintadas conhecido na região. Formoso e Aurora foram vistos caminhando por uma estrada de terra durante o dia e, horas depois, voltaram a aparecer durante um passeio noturno.
Os registros foram feitos pelo guia de campo Antonio Celso Garufe, do Refúgio Ecológico Caiman. O primeiro vídeo foi gravado em 1º de novembro, na Fazenda Caiman, em Miranda, e mostra os animais percorrendo tranquilamente uma estrada pantaneira.
Em determinado momento, a fêmea, de menor porte, aparece próxima ao macho. A cena chamou a atenção dos visitantes pela proximidade dos animais e pela tranquilidade demonstrada durante o deslocamento.
Onças também foram vistas durante passeio noturno
A surpresa se repetiu algumas horas depois. Durante o safári noturno, Formoso e Aurora foram encontrados novamente na mesma região.
Nas imagens, uma das onças aparece deitada na grama, com a barriga voltada para cima, enquanto a outra permanece sobre uma árvore. Os felinos continuaram descansando e interagindo naturalmente durante a observação dos turistas.
Segundo o guia, os avistamentos na região são frequentes, mas não acontecem em todos os passeios, já que os animais também permanecem períodos dentro da vegetação.
Animais são acompanhados por projeto de conservação
Formoso e Aurora são conhecidos no Pantanal e monitorados pelo projeto Onçafari, que desenvolve ações de pesquisa, conservação e ecoturismo. O acompanhamento permite identificar os animais e observar aspectos de seu comportamento ao longo do tempo.
A onça-pintada é o maior felino das Américas e ocupa posição importante no equilíbrio dos ecossistemas. Registros como esse ajudam a aproximar os visitantes da fauna pantaneira e reforçam a relevância da preservação dos ambientes naturais.
O guia Antonio Celso Garufe destacou que a conservação do Pantanal depende da proteção das florestas, dos rios e da biodiversidade que sustenta a vida silvestre da região.

