O Instituto Cultural Ilé Ogum Megege Axé Oya Guere emitiu um comunicado neste sábado (16), denunciando a invasão no Templo de Umbanda e Quimbanda Pena Verde e Pombogira Rosa Vermelha do Cabaré, em Miranda – a 203 quilômetros de Campo Grande.
O local foi alvo de destruição, principalmente de objetos religiosos. Uma pessoa que estava no local foi agredida pela mulher que invadiu o espaço, urinando em diversos itens do culto.
Ainda na nota de repúdio, divulgado nas redes sociais, a sacerdotisa foi alvo de ofensas transfóbicas, no que foi considerado “mais um episódio de intolerância, preconceito e desrespeito e à dignidade humana.
“Este ataque representa não apenas uma violência contra uma pessoa, mas contra toda uma tradição religiosa, cultural e ancestral, que já sofre com o racismo religioso, a intolerância e a invisibilidade institucional”, denunciou o instituto.
O instituto também mencionou que houve o chamado para autoridades, como Polícia Militar e Polícia Civil, contudo, nenhuma equipe compareceu ao local, deixando os presentes indignados com a situação.
Eles pedem a apuração dos fatos e responsabilização da agressora por intolerância religiosa, dano ao patrimônio religioso e agressão física, além da omissão das autoridades policiais, o reforço das políticas públicas e que o Ministério Público e Defensoria Pública acompanhem o caso.
“Não nos calaremos diante da violência, do preconceito e da omissão. Intolerância religiosa é crime. Transfobia é crime. E todos devem ser tratados com o mesmo rigor da lei”, finaliza a nota.
O Colegiado Setorial de Cultura Afro MS também usou as redes sociais para publicar uma nota de repúdio em razão do ato ocorrido na cidade de Miranda.


