domingo, abril 26, 2026

Pais obrigavam filhas adolescentes a produzir fotos e vídeos sexuais pra venda

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Uma mãe descobriu que as filhas adolescentes eram obrigadas pelo pai e pela madrasta a produzir fotos e vídeos sexuais.

De acordo com o g1, as meninas de 14 e 16 anos eram coagidas e recebiam ameaças diárias para produzir os conteúdos. O esquema usava linguagem de “seita”, segundo o delegado da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Gabriel Fontana.

A mãe contou que a filha mais velha trabalhava com ela e, em determinado dia, o pai enviou imagens das adolescentes para a patroa delas. A jovem foi demitida e o pai usava perfis falsos para ameaçar enviar as fotos para toda a família.

As preocupações começaram quando a mãe recebeu ameaças por aplicativos de mensagens, enviadas de números desconhecidos, acusando-a de não cuidar bem das filhas. Preocupada, ela pegou o celular da filha mais nova e viu que a jovem recebia ameaças.

Em mensagens, os acusados ​​cobram as adolescentes a produzir até 20 conteúdos sexuais por dia e determinavam que as meninas tinham apenas uma hora para concluir o “acordo diário”.

Além do pai, a madrasta e outra mulher participavam das ameaças e se revezavam no envio das mensagens às garotas.

Os abusos teriam começado em outubro de 2024, quando após um passeio em um parque de Curitiba, o pai vendou as adolescentes e as levou para a casa dele. Ele e atual esposa gravaram os primeiros vídeos de conteúdo sexual das vítimas.

Após isso, o homem passou a chantagear constantemente as jovens para receber materiais pornográficos e ameaçavam divulgar amplamente as imagens, caso as vítimas não cumprissem com os prazos. Imagens das jovens chegaram a ser divulgadas na Internet.

“Fato esse que inclusive aconteceu em um determinado momento. As meninas não encaminharam esse conteúdo que havia sido estipulado e houve a divulgação de vídeos dessas meninas por meio das redes sociais”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, o pai está foragido e a madrasta foi presa na última quinta-feira (21), em Curitiba. No mesmo dia, uma segunda mulher também foi detida. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para proteger a identidade das vítimas.

Eles podem responder por coação, divulgação e armazenamento de imagens de exploração sexual infantojuvenil, associação criminosa e ameaça. A polícia continua investigando o caso, tenta localizar o pai e verifica se há mais pessoas envolvidas no crime.

Fonte: Edição MS

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