segunda-feira, setembro 21, 2026

“‘Brasileiros nos tratam mal’, diz argentina acusada de racismo no Rio

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UM advogada argentina Agostina Páez voltou a provocar repercussão ao comentar sua passagem pelo Brasil logo após desembarcar em Buenos Aires. Ré por injúria racial após um episódio em um bar de Ipanema, no Rio de Janeiro, ela afirmou que se sentiu “desamparada” durante o período em que permaneceu no país.

Ao falar com jornalistas no aeroporto, Agostina fez um alerta a outros argentinos que pretendem visitar o Brasil e criticou o tratamento recebido. “Que conheçam o contexto das leis. Embora eu goste do povo brasileiro, passei por uma situação desagradável. Não significa que sejam maus, mas acontecem muitas coisas ruins no Brasil. E a nós argentinos eles tratam mal, isso sim é certo. É preciso ter cuidado”, declarou.

A fala ganhou forte repercussão, especialmente nas redes sociais, onde brasileiros reagiram às críticas lembrando que a própria advogada responde a processo por racismo no país. Em janeiro, ela foi flagrada discutindo com funcionários de um bar e chamou um homem negro de “mono”, termo equivalente a macaco em espanhol, além de fazer gestos imitando o animal. Segundo a acusação, ela ainda teria repetido ofensas a outros funcionários.

Apesar do tom crítico, Agostina afirmou estar arrependida da forma como reagiu no episódio. “Me arrependo de ter reagido mal. Apesar do contexto e de tudo, me arrependo de ter reagido dessa forma”, disse ao jornal La Nación. Em seguida, afirmou que pretende deixar o caso para trás. “Quero chegar à minha província, Santiago del Estero, reencontrar minha família, meus amigos, e nada mais.”

A advogada permaneceu cerca de dois meses no Brasil sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, e só foi autorizada a deixar o país após pagamento de fiança de aproximadamente R$ 97 mil e devolução do passaporte. Ela continuará respondendo ao processo na Justiça brasileira.

A viagem de retorno foi acompanhada pelo pai, Mariano Páez, e pelos advogados Sebastián Robles e Carla Junqueira. Ao chegar à Argentina, Agostina disse estar aliviada após o período em que, segundo ela, foi alvo de forte exposição pública no Brasil.

Justiça autorizou retorno de Agostina Páez após pagamento da fiança de R$ 97 mil; crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar em Ipanema, zona sul do Rio

Agência Brasil | 19:36 – 02/04/2026

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