O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, anunciou nesta terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O anúncio ocorreu em um ato político em Goiânia, com a presença de Flávio Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2.605.148 votos, equivalentes a 2,18% dos votos válidos. Após a definição do segundo turno, ele havia informado que conversaria com a direção do PSD antes de anunciar sua posição. A legenda, entretanto, decidiu permanecer neutra na disputa presidencial.
Durante o anúncio, Caiado afirmou que pretende participar da campanha de Flávio e declarou que colocará sua estrutura política à disposição da candidatura. Entre as justificativas apresentadas pelo ex-governador estão sua oposição ao PT e a relação política que mantém há décadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declaração durante o anúncio
Ao oficializar a decisão, Caiado afirmou: “Vamos transformar o Brasil e devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, associando o apoio à sua trajetória política de oposição ao PT.
Em outro trecho do pronunciamento, o ex-governador também afirmou que pretende atuar diretamente na campanha durante o segundo turno. A declaração ocorre depois de uma disputa em que Caiado apresentou-se como uma alternativa própria na corrida presidencial, mas não avançou para a etapa final.
PSD mantém neutralidade
Apesar da decisão pessoal de Caiado, o PSD não declarou apoio institucional a nenhum dos dois candidatos. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, anunciou após o primeiro turno que o partido permaneceria neutro, deixando os integrantes livres para definir individualmente seus posicionamentos.
A posição de Caiado, portanto, representa seu apoio pessoal à candidatura de Flávio Bolsonaro, e não uma decisão formal de toda a legenda.
O segundo turno será disputado entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com votação prevista para 25 de outubro.

