quinta-feira, novembro 5, 2026

Casal tentou evitar massacre em Sydney e morreu ao enfrentar terrorista

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Vocêm casal de idosos está entre as vítimas do ataque ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, após tentar impedir a ação de um dos atiradores. Imagens que circulam nas redes sociais mostram os dois momentos antes de serem mortos, quando tentam, sem sucesso, desarmar o agressor.

Nos vídeos, é possível ver um homem se aproximando de Sajid Akram e tentando retirar a arma de suas mãos, enquanto uma mulher acompanha a cena a poucos metros, no calçadão. Segundo relatos que acompanham as imagens, eles foram as primeiras pessoas a perceber a ameaça e reagiram de forma corajosa logo no início do ataque.

“Muita gente não sabe que, logo no começo, duas pessoas avistaram um dos atiradores e tentaram desarmá-lo”, diz a legenda de uma das publicações. “Infelizmente, ambos foram baleados e mortos durante a tentativa”, completa o texto, que classifica o casal como heróis.

As vítimas foram identificadas como Boris Gurman, de 69 anos, e Sofia Gurman, de 61. De acordo com informações do jornal The Australian, eles eram judeus de origem russa e participavam da celebração de Hanukkah realizada no local. O casal integra a lista das 16 pessoas mortas no ataque, que inclui também um dos próprios atiradores.

Além deles, outro homem tem sido amplamente elogiado pela coragem demonstrada durante o ataque. Ele conseguiu confrontar o segundo agressor, retirar sua arma e impedir que mais pessoas fossem atingidas.

O ataque aconteceu por volta das 18h40 do domingo, no horário local, quando dois homens armados com espingardas abriram fogo contra a multidão reunida em um parque próximo à praia de Bondi, uma das áreas mais movimentadas e turísticas de Sydney. Quatorze pessoas morreram no local, incluindo um dos atiradores. Outras duas vítimas, uma menina de dez anos e um homem de 40, morreram posteriormente no hospital. Ao menos 42 pessoas ficaram feridas, sete delas em estado crítico.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o atentado parece ter sido motivado por ideologia extremista ligada ao Estado Islâmico. As autoridades já haviam classificado o ataque como antissemita, mas só recentemente passaram a detalhar as possíveis motivações dos criminosos.

Segundo Albanese, há indícios de que os dois homens tenham se radicalizado antes de cometer o ataque, que ele descreveu como um assassinato em massa. O chefe de governo informou ainda que Naveed Akram, de 24 anos, havia sido avaliado pelos serviços de inteligência australianos em 2019, sem que, à época, fosse considerado uma ameaça imediata.

Estudante de gastronomia e nascido no interior do Rio de Janeiro, ele mora na Austrália há pouco mais de um ano e, como de costume aos finais de semana, pegou dois trens para chegar à praia de Bondi, uma das mais famosas e movimentadas do país. Em cerca de uma hora, chegou ao local, que “estava cheio, porque estava fazendo bastante calor”.

Folhapress | 09:15 – 15/12/2025



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